Premiê de Israel denuncia atuação de organização ligada a Soros

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JOÃO GUILHERME
JOÃO GUILHERME
Estudante e interessado em política, história e religião.

Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o New Israel Fund (NIF) de trabalhar com países europeus para influenciar Ruanda a recusar um acordo em que o país receberia imigrantes ilegais deportados de Israel.

No Facebook, Netanyahu afirmou na última terça-feira (03) que “o fundo coloca em risco a segurança e o futuro do Estado de Israel como nação do povo Judeu”.

Ele continuou:

O NIF recebe ajuda de governos estrangeiros e de elementos contra Israel, como aqueles patrocinados por George Soros.

Netanyahu disse que o fundo quer erradicar a identidade judaica de Israel:

A principal meta do NIF é acabar com a natureza judaica de Israel e transformar o país em um lugar onde os cidadãos se sentiriam mais como na Palestina, com Jerusalém como capital e sem judeus na ‘fronteira de 1967.

E continuou:

Por décadas, o Fundo contribui para organizações antissionistas e pró-palestina, incluindo aquelas que difamam os soldados das Forças de Israel, como a Breaking the Silence e a B’Tselem, e aquelas que lutam em favor dos terroristas da Palestina, como a Adalah. Eu não sei de nenhuma democracia ocidental, principalmente os EUA, que toleraria por tanto tempo as atividades hostis financiadas por outros países, como tem sido o caso aqui em Israel com esse Fundo por décadas.

Ele pediu ao Congresso de Israel que criasse um comitê para investigar o NIF.

O CEO do NIF, Daniel Sokatch, respondeu a Netanyahu também no Facebook, alegando que seu grupo “não pressionou o governo de Ruanda para recusar a participação no plano cruel de deportação em massa de Netanyahu.”.

“Nós apoiamos inúmeros israelenses que lutaram pelo o que é certo e exigiram uma iniciativa do seu próprio governo”, escreveu Sakatch.

O chefe do NIF continua:

Isto não é sobre o NIF. É sobre todos nós — todos aqueles que se importam com a democracia e a igualdade em Israel. É chegada a hora em que todos os que se importam com a democracia israelense devem agir juntos contra esta covardia promovida pelo nosso falho Primeiro-Ministro.

Sr. Netanyahyu, quer nos investigar? Eu responderei a qualquer pergunta sua.

No entanto, Sakatch não comentou sobre as acusações de que o NIF é financiado por governos estrangeiros, Soros, e outros elementos contrários a Israel.

Emails hackeados apontam que a Open Society Foundations, de Soros, deu ao NIF pelo menos US$837,500 entre 2002 e 2015.  O Breitbart News descobriu que o relatório anual de 2015 do NIF lista a Tides Foundation como doadora. A Tides é uma financiadora de extrema-esquerda patrocinada pela Open Society.

Enquanto isso, o NIF tem financiado abertamente grupos que agem contra as deportações em Israel, incluindo alguns que recebem doações diretas da Open Society Foundations de Soros. O Breitbart descobriu alguns dos grupos de extrema-esquerda que recebem doações do NIF, são eles:

  • The African Refugees Development Center, que diz agir “para proteger, ajudar e empoderar refugiados africanos e aqueles que buscam asilo em Israel.”. O grupo tem sido muito citado em artigos contrários as deportações e vem se organizando contra a política.
  • ASSAF: Aid Organization for Refugees and Asylum Seekers, que pede que os apoiadores “lutem contra a deportação!”. O grupo tem promovido protestos contra a causa dentro e fora do país.
  • Físicos pelos Direitos Humanos – Sede Israelense, que tem protestado contra as deportações. Além de receber dinheiro do NIF, a organização também é bancada pela Open Society Foundations.

O NIF se firmou como um dos principais organizadores, dentro e fora de Israel, para fazer oposição ao plano de deportações.

Na terça-feira, Netanyahu cancelou um acordo que havia apoiado. O acordo previa um trabalho conjunto entre Israel e EUA para realocar mais de 16,000 imigrantes ilegais africanos para nações ocidentais. Aproximadamente o mesmo número de pessoas receberia permissão para continuar no país.

O Primeiro-Ministro teve que encarar reações contrárias tanto de membros do seu governo como de moradores do sul de Tel Aviv, onde muitos imigrantes ilegais vivem. Estas áreas da cidade viram os crimes aumentarem dramaticamente. Os opositores criticaram Netanyahu por deixar mais ou menos 16,000 imigrantes ilegais permanecerem no país com base no acordo da ONU.

Uma pesquisa, organizada pelo Channel 10 de Israel, descobriu que 47% dos israelenses eram contra o acordo da ONU, enquanto apenas 34% apoiavam o plano.

O ministro da Educação, Naftali Bennett, líder do partido Jewish Home, pediu para Netanyahu “cancelar imediatamente”, se referindo ao acordo.

“A aprovação dele seria responsável por anos de dor e pela criação de um precedente em Israel para dar residência a imigrantes ilegais”, disse.

No primeiro momento, Netanyahu disse que suspenderia o acordo com a ONU até que pudesse se encontrar com os moradores de Tel Aviv para discutir o plano. Horas depois, o vetou completamente. Explicou alegando que excluiu o NIF por ações que, diz ele, foram responsáveis pelo colapso do plano com Ruanda, forçando-o a procurar um novo acordo.

Netanyahy disse que “nas últimas semanas, após o New Israel Fund e grupos da União Europeia pressionarem Ruanda, o país quis sair do acordo e se recusou a abrigar os imigrantes ilegais que seriam removidos de Israel. Como resultado, eu decidi lutar por um novo acordo que nos permitiria continuar a deportar os ‘infiltrados’.”.

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