Nicolás Maduro reafirma controle de uma Venezuela em ruínas e isolada

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Nicolás Maduro reafirma controle de uma Venezuela em ruínas e isolada
TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

O ditador venezuelano Nicolás Maduro tomará “posse” nesta quinta-feira (9) para um segundo mandato, enquanto o seu país sucumbe perante um colapso econômico e social de proporção jamais vista na América Latina.

A Venezuela socialista está desmoronando. Há sinais de dissidência dentro do chavismo e das Forças Armadas.

Enquanto o povo venezuelano passa fome, a ditadura de Nicolás Maduro está cada vez mais isolada e, após a eleição de Jair Bolsonaro, sua vizinhança nunca foi tão hostil.

Depois de uma eleição fraudulenta, considerada ilegítima por dezenas de nações, Maduro começa sua próxima temporada de seis anos aparentemente em uma posição de relativa resistência em casa.

Dias atrás ficamos sabendo da fuga de Christian Zerpa, um agora ex-juiz do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) da Venezuela, que se exilou nos Estados Unidos para, segundo ele, não ser conivente com o juramento presidencial de Nicolás Maduro.

“Nicolás Maduro não merece uma segunda oportunidade, uma vez que a eleição em que supostamente saiu eleito não foi uma eleição livre, não foi uma eleição competitiva”, declarou o juiz Zerpa no domingo (7) ao canal “EVTV“, na cidade de Orlando, na Flórida.

Maduro, o sucessor escolhido pelo co-fundador do Foro de São Paulo, Hugo Chávez, que morreu em 2013, entra em uma era muito mais precária de sua liderança.

Assistindo milhões de venezuelanos fugirem do País em busca de comida, o ditador venezuelano não tem mais o velho parceiro esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva e o seu Partido dos Trabalhadores (PT) no comando do Brasil.

Apesar da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, ter confirmado presença na cerimônia desta quinta-feira (10), o futuro das relações entre o governo brasileiro e o regime chavista não será muito agradável para Maduro.

O novo presidente direitista brasileiro, Jair Bolsonaro, já demonstrou que assumirá uma posição dura contra Maduro, semelhante aquela adotada pelo governo de Donald Trump, nos Estados Unidos.

Esta mesma linha rígida está sendo adotada pela Colômbia, Peru, e pelas outras nações que forma o Grupo de Lima.

Recentemente, em comunicado, a organização confirmou que não reconhecerá o novo mandato presidencial de Maduro e proibiram a entrada de integrantes da ditadura em seus territórios, conforme noticiou a RENOVA.

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