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O caminho dos hackers até o celular de Sergio Moro

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
O caminho dos hackers até o celular de Sergio Moro

A investigação da PF apontou que os supostos hackers fizeram 5.616 ligações em que o número de origem era igual ao número de destino.

Documentos da investigação que levou à prisão de quatros suspeitos de envolvimento no ataque hacker ao celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e do procurador da República, Deltan Dallagnol, mostram como a Polícia Federal (PF) acredita que tenha sido executado o ataque pela organização criminosa.

Segundo parecer do MPF (Ministério Público Federal), os hackers exploraram uma falha que seria comum a todas as operadoras de telefonia, informa o site UOL.

“As chamadas em que o número de origem é igual ao número de destino são direcionadas diretamente para a caixa postal, sem necessidade de inserção de senha de acesso ao conteúdo das mensagens gravadas”, diz trecho do documento.

Por meio de uma tecnologia chamada VOIP da empresa BRVOZ, os suspeitos clonaram o número de telefone do ministro. A PF então conseguiu rastrear os cadastros dos quatro que foram presos, nesta terça-feira (23), na Operação Spoofing.

“O Telegram permite que o usuário solicite o código de acesso via ligação telefônica com posterior envio de chamada de voz contendo o código para ativação do serviço Web, cuja mensagem fica gravada na caixa postal das vítimas”, diz trecho da decisão que autorizou a operação.

“O invasor então realiza diversas ligações para o número alvo, a fim de que a linha fique ocupada, e a ligação contendo o código de ativação do serviço Telegram Web é direcionada para a caixa postal da vítima”, continua o documento.

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