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O desequilíbrio ideológico da prova do Enem

O desequilíbrio ideológico da prova do Enem

Mera pergunta isolada em exame pode parecer pouco, mas reflete uma tendência maior: é consequência direta da confusão entre Estado, agenda e escola.

O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no último domingo (04), manteve o perfil de abordar temas sociais.

Nas provas de Linguagens e Ciências Humanas, as questões trouxeram assuntos como feminismo, direitos humanos, refugiados, gênero e diversidade.

Já na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, as questões passaram por temas como racismo, feminismo, travestis, lésbicas e diversidade.

Em uma pergunta era necessário interpretar um trecho do conto “Vó, a senhora é lésbica?”. Outra pergunta abordava o Pajubá, dialeto adotado por gays e travestis, conforme noticiou a Renova Mídia.

Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena nesta segunda-feira (5), o presidente eleito Jair Bolsonaro criticou a questão:

Uma questão de prova que entra na linguagem secreta de travesti não mede conhecimento nenhum. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis.

Dennys Garcia Xavier, professor da UFU e Doutor em Storia della Filosofia pela Università degli Studi di Macerata, afirmou:

Em mãos de elaboradores inábeis, sejam bem ou mal intencionados, o que é ruim fica ainda pior: a prova, como a de 2018, evoca elementos que poderíamos chamar de ‘lacração’, que nada tem a ver com interesse nacional, formação científica ou humanística de base.

E acrescentou:

Tal como tem sido concebido, o exame se torna a projeção evidente de um processo educacional falido, ancorado em bandeiras ideológicas e discursos sectários cuja importância, em ambiente formativo de base, é nenhuma.

 

Adaptado da fonte Gazeta do Povo

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