O dilema acerca dos filhos de imigrantes ilegais nos EUA

Depois de não reconhecer o encontro histórico entre EUA e Coréia do Norte como uma vitória de Trump, a oposição tenta culpar o presidente pela situação de crianças separadas dos pais ilegais.

O governo de Donald Trump continua cercado por polêmicas envolvendo pessoas de outros países.

A mais recente é a tentativa dos Democratas de jogar nas costas do presidente americano a responsabilidade pela separação de famílias que entram no país ilegalmente.

É um assunto complicado, que se torna ainda mais difícil ao ser usado por pessoas contrárias a Trump como plataforma política, chegando a distorcer fatos para que se encaixem na agenda da oposição.

O problema da separação de crianças — lê-se menores — persiste há mais de 20 anos, desde quando Bill Clinton assinou o Pacto Flores, um acordo que abre uma brecha na lei para aqueles que querem entrar no país.

Por conta do pacto, os menores recolhidos tentando entrar de maneira irregular no país só podem ficar detidos pelo Departamento de Segurança Nacional (DHS) por 20 dias. Depois disso, são entregues ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos para que sejam encaminhados a abrigos e posteriormente a uma família que os acolha. O plano é, na linguagem dos justiceiros sociais, humano, mas falha em um ponto importante.

Após serem liberados pelo DHS, o comparecimento dos menores às audiências que julgariam a provável deportação é voluntário, fazendo com que muitos deles voluntariamente faltem os encontros e virem oficialmente ilegais. É esta brecha que favorece os traficantes que transportam pessoas para o outro lado da fronteira.

Outro fator que age em favor dos imigrantes ilegais é o Ato de Proteção a Vítimas de Tráfico (TVPRA), assinado em 2008, que proíbe a deportação imediata de menores apreendidos na fronteira caso não sejam do México ou do Canadá. Além disso, o ato prevê um tipo especial de visto para menores que não podem voltar para perto dos pais, mas sem precisar provar a situação.

Enquanto Trump tenta combater os criminosos que querem usufruir dos bens oferecidos nos EUA sem contribuir de forma alguma para o país, a oposição continua agindo em defesa deles e submetendo-os a condições sub-humanas apenas para promover a agenda.

Para ser “coerente” e evitar concordar com Donald Trump, embora ele seja o presidente que mais ajudou o país nos últimos anos, os Democratas estão dispostos a deixar cenas como a das crianças engaioladas, muitas das quais acontecera durante o governo de Barack Obama e associadas erroneamente a Trump, se repetirem.

João Guilherme
João Guilherme
Estudante e interessado em política, história e religião.