O Green New Deal é socialismo puro e simples


O Partido Democrata, o mesmo de Thomas Jefferson e Grover Cleveland, hoje é a agremiação de Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez, dois autodeclarados socialistas – a incompatibilidade disso com os valores americanos é óbvia, sem mais delongas. A radicalização do partido é clara, seus membros não disfarçam mais seus objetivos obscuros e certamente antiamericanos.

Nos últimos dias surgiu algo que provocou um burburinho na política americana. O chamado ‘’Green New Deal’’ foi apresentado pela congressista Alexandria Ocasio-Cortez e pelo senador Ed Markey, ambos democratas. O que parece ser uma proposta benigna e a salvação dos ‘’problemas climáticos’’ não passa de planejamento de vários setores da maior economia do planeta pelo estado, o que irá beneficiar o lobby verde e até mesmo empresários do setor petrolífero.

Não é a primeira iniciativa que os democratas tomam sobre o tema. O senador Jeff Merkley propôs, num estudo bastante questionável intitulado ‘’Os Estados Unidos e o fundo do poço: resolvendo nossa vulnerabilidade petrolífera’’, a redução de 7% do uso de combustíveis fósseis como uma ‘’meta razoável’’ em 5 anos. A administração do ex-presidente Barack Obama sugeriu 4%. Interessante notar que tais números vieram do nada, não significam coisa alguma.

O Green New Deal pede um plano de 10 anos para atender ‘’100% por cento das demandas de energia dos EUA por meio de fontes de energia limpas, renováveis e de emissões zero’’. Não parece ter passado na cabeça de seus entusiastas que aviões consomem grandes quantidades de combustíveis fósseis e até agora nenhuma alternativa verde foi descoberta. Esse protejo incluiria o fim das viagens aéreas para ‘’salvar o planeta’’?

A indústria automobilística seria enormemente prejudicada com o protejo. Ora, parece inteligível que o fim ou a redução bruta do uso de combustíveis fósseis iria reduzir a produção, venda e utilização de automóveis.

Temos dois problemas aqui. Primeiro, com o encolhimento da indústria automobilística, os empregos nesse setor seriam perdidos. Juntando todas as indústrias dependentes de fontes energéticas não renováveis, 60 milhões de empregos seriam ceifados. Isso equivale a aproximadamente 20% da população americana. Esse é o preço a pagar pelo programa governamental ridículo? Os democratas acreditam que sim. Segundo, sem carros, o que restaria ao americano para se deslocar? O transporte público. Como seria feita uma viagem de longa distância? Os políticos democratas não parecem ter raciocinado minimamente no projeto que eles mesmo fizeram.

Os sindicatos americanos – normalmente ligados ao Partido Democrata – estão alertando para a coisa mais óbvia do mundo: o projeto é vago e coloca milhões de empregos em risco. ‘’Os membros do sindicato trabalhando no setor de petróleo e gás podem ter uma vida de classe média, enquanto empresas de energia renovável têm sido menos generosas”, disse Sean McGarvey, presidente da NABTU – um sindicato da área de construção -, na semana passada.

Quando os conservadores, no começo da onda ambientalista, alertaram para as falhas clamorosas das teorias como a do aquecimento global e afins, foram ridicularizados. O ‘’negacionismo do aquecimento global’’ virou sinônimo de ignorância. Com o passar do tempo e exemplos ao redor do mundo sugerindo que tal fenômeno era uma farsa, logo foi abandonado e o termo ‘’mudanças climáticas’’ foi adotado com entusiasmo pelo lobby verde.

O mesmo que, aliás, é o maior beneficiário do Green New Deal. Os leigos em política sempre falam dos poderosos lobbys de mineradoras e petrolíferas para justificar intervenções estatais a favor do ecoterrorismo. Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA, é o ícone do lobby verde e fez fortuna nesse meio. Até mesmo T. Boone Pickens, magnata do ramo do petróleo, vê com bons olhos tais iniciativas. Menos concorrência, mais lucros para os que têm boas relações com os planejadores centrais.

Meus leitores na RENOVA irão lembrar de um artigo que fiz sobre Alexandria Ocasio-Cortez, a entusiasta do Green New Deal. Ali mostrei a burrice, o despreparo e o incrível carisma entre os eleitores jovens que ela possui. Ao apresentar um projeto impreciso, caro e certamente devastador para a economia americana, ela me dá razão. Fui correto ao adjetivá-la negativamente.

Os americanos já tiveram o New Deal, a Great Society e o Obamacare como exemplos de programas governamentais que aumentaram o poder estatal e deram pouco ou nenhum resultado positivo. Agora é a vez do Green New Deal, que num passe de mágica nos oferece soluções simples para lidarmos com o meio ambiente. Sejamos francos, é mais um programa para tornar o governo o todo-poderoso frente aos cidadãos americanos. O Green New Deal é socialismo puro e simples.

Referências: [1][2][3][4]

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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