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O impeachment de Trump é apenas um sonho da grande mídia

Artigo de opinião escrito pelo colaborador Carlos Júnior


A classe jornalística é arrogante, soberba e se acha acima do bem e do mal. É a única a acreditar que críticas a seu trabalho são uma prova de que o fazem bem. Também tem como crença que as pautas que discute são as pautas do mundo real, ‘’a verdade dos fatos’’; qualquer coisa que vá de encontro a sua turba logo é rechaçada e não condiz com tais verdades irrefutáveis de seu mundo.

O artigo de Elizabeth Drew no The New York Times republicado pela Folha de S. Paulo faz jus aos adjetivos utilizados para qualificar a imprensa. Trata de um possível processo de Impeachment contra o presidente americano Donald Trump, o colocando como um ‘’desfecho inevitável, dado o grau de perigo que a sua liderança significa para os EUA e para o mundo livre’’.

Desde o começo da presidência de Trump, os democratas falam em Impeachment. Tentam inutilmente forçar a barra para essa ideia puramente revanchista ir para a frente. O congressista texano Al Green foi o primeiro a vociferar pela saída do republicano da Casa Branca. Motivo? Obstrução de justiça pela demissão de James Comey do FBI – que nunca foi comprovada. O mesmo que o Partido Democrata queria comer vivo pela abertura da investigação contra Hillary Clinton na campanha de 2016. Como Trump o demitiu, passou a ser vítima.

Não é difícil encontrar paradoxos e contradições no artigo. Um deles está em um mesmo parágrafo. ‘’Um número importante de candidatos republicanos não quis se posicionar ao lado de Trump nas eleições de 2018, e o resultado dessas eleições não reforçou a posição do presidente dentro de seu partido’’. Grande parte do ‘’número importante de candidatos’’ que não tiveram Trump em seu palanque perderam. Contrariamente, os candidatos republicanos para o Senado e o Governo da Flórida, Rick Scott e Ron DeSantis, tiveram um Trump engajado em suas campanhas. Venceram e contrariam as pesquisas. Como sua posição dentro do Partido Republicano não foi reforçada?

A ‘’turbulenta presidência de Trump’’ é a mesma que colocou os EUA em um crescimento econômico fantástico, aprovou cortes de regulamentações inúteis da gestão Obama, cancelou acordos comerciais e geopolíticos péssimos para o país e superou o circo montado com a indicação do juiz Brett Kavanaugh à Suprema Corte. Em ambos os casos Trump conseguiu o apoio de sua base republicana para tais ações. Como ela virou um ‘’ônus excessivo para o seu partido?

O Impeachment de Trump é uma possibilidade tão irreal que só existe na cabeça de jornalistas como Elizabeth Drew, que acreditam ser lei ou coisa do tipo suas vontades e discussões. A maioria republicana no Senado aumentou nas eleições congressuais de 2018, tendo agora 53 senadores. Para o processo ser aprovado, são necessários 67 votos. A matemática fala por si.

Comparar Donald Trump com Richard Nixon é lugar-comum da mídia pela torcida para o Impeachment. É óbvio que não há o menor paralelo entre as duas situações. Nixon caiu menos de dois anos depois da investigação que deu origem a Watergate ser iniciada. A investigação sobre conluio entre a campanha de Trump com o governo russo já passou de dois anos sem nenhuma evidência contra o presidente.

Sua aprovação popular está na casa de 43-50%, o que garante o apoio de sua base essencial. Um presidente com tal índice de aprovação dificilmente tem qualquer chance de ser retirado da Casa Branca. Mesmo com a retomada da Câmara dos Representantes pelos democratas e as consequentes dificuldades dos próximos dois anos de governo, a aprovação não dá sinais de que irá diminuir.

Além de tal processo ser completamente improvável e irreal no momento, sua possibilidade não é discutida no mundo real – a não ser pelos democratas mais radicais ligados a extrema-esquerda. A hipótese é levantada somente pelo fato de o Partido Democrata reassumir a liderança na Câmara dos Representantes e Nancy Pelosi assumir o comando da mesma.

A simples constatação de que um artigo de opinião é tratado como debate geral em um país mostra um pouco da psiquê da mídia brasileira. Enquanto sua mente limitadíssima não sair da turba CNN-NYT-Washington Post, continuarão a ter como surpresas acontecimentos que ela previu exatamente o contrário. Hillary não tinha 90% de chances de vitória na última eleição? Pois é.

Ou vocês acreditam que milagrosamente a mídia foi da água para o vinho e suas paixões ideológicas com roupagem de previsões estão corretas? Se o passado recente do mundo pós-Brexit nos ensina uma importante lição, não resta dúvida qual é: não devemos acreditar piamente na grande mídia. A verdade dos fatos e o legítimo jornalismo foram abandonados faz tempo. A loucura é a regra.

Referências:

  1. Folha
  2. G1
  3. Fox News
  4. WLRN
  5. Folha

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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