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O que Trump fez em dois anos na economia dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou ao fim do seu segundo ano de governo com uma economia em expansão e fortalecida.

Os próximos dois anos serão cheios de desafios para o republicano porque em 2019, a Câmara dos Representantes contará com maioria Democrata, além dele conhecer seus possíveis adversários na corrida presidencial de 2020.

Para tentar a sua continuação no posto da liderança da maior potência do planeta, Donald Trump trará à memória o seu legado, principalmente econômico, nesses dois primeiros anos de administração. Os números favorecem o norte-americano. A taxa de desemprego do país é de 3,7%, a menor desde 1967.

Só em 2017, a taxa de crescimento do PIB foi de 2,3%, em 2018, no segundo trimestre, ela chegou a 4,1% e em 2019, o FMI estima 2,7%.

Para o presidente dos Estados Unidos, um dos segredos desses números foi a reforma tributária promovida pela sua administração. Um estudo da Heritage Foundation alega que nos próximos dez anos o contribuinte deixará de pagar em impostos 26 mil dólares. Uma única pessoa poderá não pagar em tributos, só em 2018, 1.400 dólares, e para uma família de quatro pessoas o valor pode chegar a 2.900 dólares.

Além dos impostos, o governo Trump também cortou regulações

Nesta mudança fiscal as empresas também foram beneficiadas. A alíquota para as companhias na reforma caiu de 35% para 21%. 

Mesmo com essa redução de impostos, o governo federal pretende voltar a diminuí-los através da Reforma Fiscal 2.0 que tornará permanentes os cortes de tarifas individuais e empresariais. De acordo com a Tax Foundation, caso aprovada, a medida gerará 1,5 milhão de novos empregos e aumentará o PIB em dois pontos percentuais.

Em relação a burocracia, logo em seu inicio de governo, Trump assinou uma ordem executiva que exigia o corte de duas ações regulatórias a cada nova criada. Sua administração foi responsável por 57 ações desregulatórias significativas, enquanto criou somente 14 desta mesma categoria. 

No ano fiscal de 2018, houve uma poupança de 23 bilhões de dólares por causa da não emissão de novas regulações. No próximo ano, a estimativa é de 18 bilhões de dólares, de acordo com o Escritório de Assuntos de Informações e Assuntos Regulatórios.

Quanto a dívida norte-americana, Trump não tem sido muito bem sucedido em reverter o quadro. Com um déficit de 21 trilhões de dólares ela continua em crescimento, apesar de ser nada parecido com as administrações George W. Bush (2001-2008) e Barack Obama (2009-2016).

O gráfico a seguir mostra a diminuição do crescimento do ritmo da dívida do país:

Gráfico do crescimento da dívida dos Estados Unidos

De acordo com um site norte-americano, Trump não demonstrou muito interesse sobre a retenção do crescimento da dívida. De acordo com as projeções, o déficit só alcançará um nível preocupante após uma possível reeleição do republicano, o qual teria afirmado que “ele não estará lá” neste momento.

No comércio exterior, o governo Trump foi marcado pelas constantes ameças aos chineses ao colocar em prática o “America Fist”. Ele prometeu aumentar as tarifas de importação do aço de 10% para 25%. Ele já propôs também taxar mais de 150 bilhões de produtos originários da China.

As ameaças ocorridas ao longo de 2018 pareceram dar certo. A China poderá reduzir o déficit de carros importados dos Estados Unidos. A redução cairá de 40% para 15%.

O clima esquentou entre os Estados Unidos e outros países do mundo. O presidente do país nestes dois anos de governo já anunciou sanções ao Irã, Rússia, Turquia, Venezuela, Coreia do Norte e Síria.  

Trump também tirou os Estados Unidos de acordos comerciais. Logo após a sua posse ele anunciou a saída da Parceria Transpacífica. Além disso, junto com o Canada, os norte-americanos fizeram uma substituição do Nafta.

Presidente Donald Trump discursa durante cerimônia de posse


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