O socialismo do Partido Democrata dará o tom da eleição em 2020

Meus leitores na RENOVA Mídia devem ter percebido que um dos temas que trato com mais frequência e destaque é o caminho radical que o Partido Democrata está a seguir.


Embora tal tendência não começou agora, as demonstrações estão mais claras na era Donald Trump. A derrota de Hillary Clinton, em 2016, fez com que os democratas chutassem o pragmatismo centrista que ainda restava e vestissem o manto de pautas totalmente opostas aos valores americanos.

A eleição presidencial americana será no próximo ano. O presidente Donald Trump partirá em busca de sua reeleição e, apesar da mídia e de alguns políticos de seu próprio partido constituírem uma feroz oposição, tem seus trunfos para consegui-la. Além dos seus, Trump conta com uma generosa ajuda da agremiação rival. A crescente defesa e tomada do Partido Democrata pelo socialismo é sem dúvidas algo a ser explorado pelo show business republicano e dará o tom da eleição em 2020.

Em um artigo meu, falei do ataque a propriedade privada que fez o prefeito de Nova York, Bill de Blasio. Se vocês acham que os democratas estão contentes com apenas isso, ledo engano. A plataforma socialista do Partido Democrata engloba o Green New Deal – ecoterrorismo financiado pelo Estado -, defesa a todo custo do Obamacare, controle de armas, interferência estatal crescente no ensino educacional e fronteiras escancaradas.

Também já falei do Green New Deal aqui na RENOVA. Só para resumir o projeto: ele demanda maciça interferência estatal em todos os setores da economia americana com o objetivo de acabar com o uso de fontes de energia não renováveis. Com um custo inicial de US$ 40 bilhões e 60 milhões de desempregados. Algum problema nisso? Não para Alexandria Ocasio-Cortez, já que o seu projeto inclui segurança para ‘’aqueles que não querem trabalhar’’.

O Obamacare também é uma defesa intransigente na plataforma socialista dos democratas. Entendam: socialismo não é distribuição de riquezas de forma igualitária. A confusão aqui seria entre escopo e conceito real. Socialismo é planejamento de qualquer setor de nossas vidas pelo Estado, o único meio para tal. O Obamacare encareceu os planos de saúde, dizimou as seguradoras privadas e até mesmo diminuiu o número de pessoas asseguradas. E lógico, aumentou o tamanho do Estado. Mais socialismo impossível.

Controle de armas e interferência estatal no ensino educacional americano advém do governo Obama. No caso do primeiro, é uma luta que encontra uma forte resistência por ir de encontro com a Segunda Emenda da Constituição Americana, além de rejeitar a cultura e história americanas sempre ligadas com a liberdade de ter armas. O segundo caso é emblemático: os democratas destruíram o sistema de Vouchers, que permitia famílias carentes – em sua maioria negras – escolherem melhores escolas. O papel dos sindicatos de professores ligados ao Partido Democrata foi fundamental para tal ação.

A questão da fronteira vem desde a vitória de Donald Trump em 2016. Os democratas são relutantes e não aceitam a construção de um muro no local. Argumentam que isso é contrário a liberdade americana. Pura verborragia. Os interesses políticos são mais fortes, uma vez que dois terços dos imigrantes votam no Partido Democrata. O argumento de que o gasto do financiamento do muro é alto mostra-se totalmente ridículo, uma vez que o Congresso americano aprovou subsídios agrícolas no valor de US$ 867 bilhões. O valor do muro é de US$ 5,7 bilhões.

Todas essas pautas são defendidas com unhas e dentes pelo Partido Democrata. O radicalismo é evidente. A quantidade de pessoas dentro do partido intitulando-se socialistas é um fato sintomático. Não falo apenas da questão econômica. A pauta socialista na questão moral também vem radicalizando. O governador democrata de Nova York, Andrew Cuomo, sancionou uma lei aprovada pelos legisladores estaduais que permite abortos após 24 semanas de gravidez. A congressista Ilhan Omar, primeira muçulmana eleita para o Congresso americano, disparou uma série de comentários antissemitas contra Israel, aliado histórico dos EUA.

Esse é o Partido Democrata que tentará derrotar Donald Trump em 2020. Percebendo que o perfil do partido é incompatível com os valores americanos e a radicalização pode assustar os eleitores independentes, o Partido Republicano como um todo usa todas as ações e declarações dos rivais democratas contra eles próprios. A julgar por uma pesquisa recente, parece estar dando certo: 57% dos americanos prefere o capitalismo contra 25% ao socialismo.

‘’América nunca foi tão grande assim’’. A frase é de Andrew Cuomo. O mesmo Cuomo que sancionou uma lei que permite o assassinato de bebês. O governador democrata de Nova York era tido como um ‘’figurão’’ do establishment liberal, mais moderado. Hoje apoia pautas radicais e compartilha do antiamericanismo típico dos socialistas que invadiram o seu partido. Sinal dos tempos.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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