O ‘State of the Union’ foi o melhor de Trump – e o pior dos democratas

Artigo escrito pelo colaborador Carlos Júnior

Tradicional e necessário. O discurso do Estado da União – State of the Union – constitui-se numa tradição em que o Presidente dos Estados Unidos apresenta um relatório do país e de sua administração frente ao Congresso americano. Também serve para estabelecer uma comunicação com o próprio Congresso e, mais importante, com os eleitores e o povo em geral.

O presidente Donald Trump fez o seu terceiro discurso do Estado da União. Ponto por ponto, algumas coisas são visíveis e conclusões podem ser tiradas. Pelas reações e pelo tom usado, Trump fez o que melhor sabe fazer: levar sua mensagem ao americano comum. Já os democratas mais uma vez repetiram o papelão dos discursos passados em não dar nenhum sinal de que vão apoiar o apelo bipartidário do presidente, e no que depender deles o governo irá fechar mais uma vez.

Apelando muitas vezes para uma união bipartidária e a superação de diferenças no espectro político, Trump pediu para que o Congresso faça seu papel e trabalhe firmes em questões muitas vezes ligadas à sua base republicana. A questão da imigração ilegal e o financiamento do muro na fronteira – promessa de campanha – são partes de uma questão que não deveria ser polêmica. ‘’Simplificando, as paredes funcionam e salvam vidas’’, disse Trump. ‘’Então, vamos trabalhar juntos, comprometer e chegar a um acordo que torne a América realmente segura’’, acrescentou o presidente.

Ora, os leitores da RENOVA lembram bem do meu artigo sobre o tema quando Trump fez um pronunciamento em rede nacional pedindo o financiamento do Congresso para a construção do muro. Nele mostrei dados e fatos intencionalmente omitidos além do senso comum para esclarecer o tema e mostrar que os democratas eram e são os mentirosos da história. Seus parlamentares não querem o muro por puro obstrucionismo e objetivos eleitoreiros.

O bom desempenho da economia americana não foi omitido por Trump, sendo esta uma vitória inquestionável do presidente. ‘’Nosso país é vibrante e nossa economia está prosperando como nunca antes. Na sexta-feira, foi anunciado que adicionamos mais 304 mil empregos somente no mês passado – quase o dobro do que se esperava’’. O corte de regulações, enxugamento da máquina federal e o corte de impostos aprovado em 2017 – o maior da história – permite à economia americana um crescimento sólido e sustentável, ameaçado apenas pela guerra comercial entre EUA e China.

Aliás, Trump também falou sobre o assunto. ’’Agora, estamos deixando claro para a China que, após anos alvejando nossas indústrias e roubando nossa propriedade intelectual, o roubo de empregos e riqueza americanos chegou ao fim. Portanto, recentemente impusemos tarifas de US $ 250 bilhões em produtos chineses – e agora nosso Tesouro está recebendo bilhões de dólares. Mas eu não culpo a China por tirar vantagem de nós – eu culpo nossos líderes e representantes por permitir que essa farsa aconteça. Tenho grande respeito pelo Presidente Xi e agora estamos trabalhando em um novo acordo comercial com a China. Mas deve incluir mudanças estruturais reais para acabar com práticas comerciais desleais, reduzir nosso déficit comercial crônico e proteger os empregos americanos’’.

Uma parte do discurso de Trump que deixou os democratas mais radicais em pavorosa foi dita em alto e bom som: ‘’Hoje à noite, renovamos nossa determinação de que a América nunca será um país socialista’’. Não por acaso o senador democrata Bernie Sanders foi mostrado nas imagens logo após a fala do presidente. Ele se inclui na lista dos democratas que defendem abertamente o socialismo – que contrasta enormemente com os valores fundantes do país.

Trump também falou de outras questões como aborto, tratados comerciais, alto custo dos remédios para os americanos, trouxe familiares de vítimas de imigrantes ilegais e enalteceu as conquistas militares de soldados americanos. Ficou visível o incômodo no rosto dos democratas e o desprezo por cada parte do discurso do presidente. O obstrucionismo parece ser o artifício favorito de Chuck Schumer, Nancy Pelosi e cia.

A eleição de 2020 bate à porta e Donald Trump buscará sua reeleição. Se buscou no discurso do Estado da União um pontapé inicial para tal tarefa, o fez com maestria. Os anseios dos americanos foram realçados em cada parte do discurso, e com uma campanha que promete ser acirrada e muito disputada, manter um clima de democrats vs people não poderia melhor. O State of Union foi o melhor de Trump – e o pior dos democratas.

Referências: [1] [2][3]
Artigo escrito pelo colaborador Carlos Júnior

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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