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O telhado de vidro dos políticos que tiraram o COAF de Moro

O telhado de vidro dos políticos que tiraram o COAF de Moro

A comissão de deputados e senadores que analisa a Medida Provisória (MP) da reforma ministerial aplicou, na manhã desta quinta-feira (9), um duro golpe no combate à corrupção no Brasil.

Dos 14 senadores e deputados federais que votaram para retirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) do Ministério da Justiça, chefiado por Sérgio Moro, 12 são alvos de investigação na Justiça ou apresentaram atitudes prejudiciais ao combate à corrupção.

Confira abaixo um pouco do histórico de cada um deles:

1) Senador Ciro Nogueira (PP-PI)

Em 2016, o senador já foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) por crimes de corrupção passiva e lavagem dinheiro pela Operação Lava Jato.

Além disso, em janeiro deste ano a Polícia Federal fez buscas em sua casa. Ele pode ter recebido R$ 43 milhões em propina.

2) Senador Nesinho Trad (PSD-MS)

Em 2015, a Polícia Federal afirmou que o senador esteve envolvido em um esquema onde empreiteiras faziam favores e pagavam despesas de políticos.

O Ministério Público Federal já pediu a suspensão dos direitos do senador. O órgão disse:

“O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul (MS) ajuizou recurso solicitando reforma da sentença que condenou o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho por improbidade administrativa. O ex-prefeito e senador eleito no pleito de 2018 foi acusado e condenado por fazer propaganda pessoal em obras públicas, utilizando-se de totens com menção do próprio nome e numeração da obra realizada.

Na decisão, a Justiça Federal condena o ex-prefeito a ressarcir o município com a quantia utilizada para produção dos totens, além do pagamento de multa equivalente a oito vezes a remuneração recebida por ele em novembro de 2012.

No recurso, o MPF pede que sejam incluídas entre as sanções: a suspensão de direitos políticos por cinco anos e a majoração da multa para valor não inferior a 20 vezes o valor da remuneração recebida por ele em novembro de 2012.”

3) Senador Jean Paul Prates (PT-RN) 

De acordo com a Crusoé, ele é um dos senados que querem jogar para debaixo do tapete a investigação sobre fraudes nas eleições para a presidência do Senado no início do ano. 

4) Senador Rogério Carvalho (PT-SE)

O senador já foi condenado por improbidade administrativa e foi multado em R$ 200 mil. Ele foi o autor do relatório que recomendava o arquivamento da CPI da Lava Toga.

5) Senador Jayme Campos (DEM-MT)

O senador já foi denunciado pela PGR por desviar verbas da União destinadas à Saúde de Mato Grosso.

Conversas Telefônicas também apontaram que o senador, em 2007, esteve envolvido em uma quadrilha acusada de grilagem de terras e corrupção.

6) Deputado Valtenir Pereira (MDB-MT)

O deputado federal é alvo de uma investigação onde ele é suspeito de usar um posto de combustíveis para lavagem de dinheiro de propinas. Ele é investigado por crime contra lei de Licitações.

7) Deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP)

Apesar de nada comprovado, o deputado federal já foi suspeito de receber propina. Ele já foi acusado pelo Tribunal de Contas do Amapá de usar ilegalmente R$ 98 milhões em créditos suplementares em 2012.

8) Deputado Célio Silveira (PSDB-GO)

O deputado federal é alvo de inquéritos por crime de responsabilidade, contra a administração em geral e corrupção passiva.

9) Deputado Arthur Lira (PP-AL)

O deputado federal foi denunciado pela PGR, que já pediu a perda de seu mandado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além de ter que devolver R$ 600 mil aos cofres públicos. Segundo o órgão, ele recebeu R$ 106 mil de propina de uma empresa de transportes.

10) Deputado Marx Beltrão (PSD-AL) 

O deputado federal é alvo de nove ações por improbidade e teria desviado dinheiro da educação de sua cidade. O valor ultrapassou R$ 40 milhões, de acordo com o MPF.

11) Deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG) 

O parlamentar é réu na ação penal 944, por crimes contra o sistema financeiro nacional.

12) Deputado Alexadre Padilha (PT-SP)

O deputado federal apareceu na Lava Jato. Um delator da JBS afirmou que ele recebeu R$ 3 milhões em 2014. Ele também teria cobrado R$ 300 mil para “cuidar” da verba do PAC no Rio de Janeiro. 

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