ONU condena implementação da Lei Islâmica em Brunei

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ONU condena implementação da Lei Islâmica em Brunei
TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou nesta segunda-feira (1) o novo Código Penal de Brunei, que utiliza a lei islâmica de Sharia para punir com a morte por apedrejamento os casos de homossexualidade ou adultério.


A porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, disse que pedirá ao governo do Brunei a revisão do novo Código Penal.

Em entrevista à RFI, Shamdasani afirmou:

“[As penas são] cruéis e desumanas e violam gravemente o direito internacional e os direitos humanos. Este é, por exemplo, o caso da morte por lapidação, que deve entrar em vigor na quarta-feira (3) e estipula a pena de morte para estupro, adultério, relações sexuais extraconjugais para os muçulmanos, sodomia, roubo ou insulto ou difamação ao profeta Maomé.”

A nova lei também criminaliza a exposição dos meninos muçulmanos a outras religiões e ordena a amputação de uma mão ou um pé por roubo ou a lapidação pública como punição para o aborto.

O pedido da ONU acontece depois que o ator americano George Clooney convocou um boicote a nove hotéis de luxo vinculados ao Sultão de Brunei, como noticiou a RENOVA.

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