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Operação militar secreta da Rússia em área da Venezuela rica em urânio

Walter Barreto

Walter Barreto

Operação militar secreta da Rússia em área da Venezuela rica em urânio
Imagem: Reprodução/Twitter
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“Uma operação de natureza militar está sendo realizada na Venezuela, com membros do exército russo”, disse um general exilado.

O general exilado Antonio Rivero disse que no Estado de Bolívar existem 45 militares russos, acompanhados por 20 oficiais cubanos, que não foram mencionados nos relatórios das Forças Armadas da Venezuela.

Em denúncia feita ao Diário de Las Américas o ex-general venezuelano exilado Rivero declarou:

“No momento, uma operação de natureza militar está sendo realizada na Venezuela, com membros do exército russo, em uma área de grande importância para nossa riqueza mineral, não apenas em ouro e diamante, mas porque é rica em coltan e em urânio.”

Ele acrescentou:

“Tenho informações, através de documentos das forças armadas venezuelanas, especificamente das unidades aquarteladas no Estado de Bolívar, que me enviam os radiogramas derivados de uma ordem fragmentária (que faz parte de uma ordem superior). Essa ordem está subordinada a uma operação militar realizada pelo Exército no Estado de Bolívar.”

Rivero enfatizou que sabe que “existem 45 soldados de origem russa, liderados pelo coronel Pavel Trofimov, mais três capitães, um tenente e suas tropas”.

Como noticiou a RENOVA, cerca de 40 militares da Rússia chegaram, na terça-feira (10), na Venezuela, alguns vestidos com uniformes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB).

O general Rivero explicou que essa ordem fragmentária está sujeita a uma ordem superior, que estabelece os mecanismos, organização, pessoal, sistemas de armas e logística necessários para a segurança e defesa da Venezuela:

“Essa ordem superior tem o nome de Venezuela, Soberania e Paz, por isso é incongruente e contraditório que uma ordem que fala de soberania da Venezuela deriva de uma ordem fragmentária em que não são as Forças Armadas Nacionais que a executam, mas sim uma força armada estrangeira.”

Com documentos militares em mãos que confirmam as informações, o general Rivero disse que o exército russo não está apenas nessa ação, mas também que as Forças Armadas cubanas estão participando juntas, as quais, segundo seus relatórios, são compostas por 20 soldados enviados pelo exército de Havana.

Rivero continuou:

“Esta operação é uma exploração em uma área específica que envolve três municípios fronteiriços do Estado de Bolívar, como Rocío, Sinfontes e Angostura. Terá a duração de 15 dias, cinco dias por município, e no qual serão dadas instruções à Brigada de Infantaria 51, que é a unidade militar venezuelana responsável por essa área de fronteira, para facilitar todos os requisitos necessários para a realização dessa operação.”

Rivero ressaltou que o exército venezuelano não tem outra função senão apoiar, como dizem os documentos que sustentam sua denúncia: 

“Os venezuelanos devem se preparar para apoiar as operações de exploração do Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas Nacionais (CEOFANB). Exploração feito pelo exército russo. Em nenhum momento nas ordens ou nos radiogramas o exército russo aparece nem os cubanos. Simplesmente diz que é uma exploração do CEOFANB, para combater a ameaça de fronteira no âmbito da chamada Operação Gavilan”.

Ele também enfatizou que a operação exploratória começou no dia 2 e terminará em 17 de dezembro, e que o cobiçado Arco Mineiro da Venezuela (matéria publicada na Renova Mídia)  está entre as áreas a serem revisadas:

“A ordem é clara. Eles possuem registro fotográfico, estudos de solo, curso de treinamento militar e organização da população para casos de conflito interno e internacional. Para conflitos internos, visa combater a dissidência ou qualquer coisa que possa se opor ao regime de Maduro. Em nenhum caso, segue uma ameaça puramente internacional.”

Para o general Rivero, essa operação secreta representa o assentamento das forças militares russas na Venezuela, cujo objetivo final é a exploração dessa área de mineração rica em ouro, diamantes e outros minerais, como coltan e urânio. “Mas não devemos deixar de lado que o Estado Bolívar não tem essa conotação de defesa aérea como a região oeste.”

Ele disse que o Estado Bolívar sempre foi tomado pelo falecido Hugo Chávez como um território estratégico para a tomada do poder e, em seguida, para mantê-lo como uma zona de retirada em caso de queda.

O general Rivero concluiu:

“Esse estado foi direcionado para ser fortalecido militarmente, dadas as capacidades que possui, pois é o estado com maior capacidade de componentes e recursos militares para sustentar uma estrutura política e social, se necessário.”

Ele ratificou que é surpreendente que não apenas a operação esteja determinada a ser realizada nos municípios do leste do estado de Bolívar, mas que todas as Forças Armadas presentes na referida entidade sejam instruídas a realizar treinamento de ordem pública com as 47 paróquias da estado “Ou seja, a Operação Gavilán está destinada a ser realizada em todo o Estado de Bolívar.

Anexamos os documentos mostrados pelo General Rivero nos quais a operação indicada está ordenada: [1][2][3][4][5]

Traduzido e compilado de EDB, Diário das Américas, Miguel Otero 
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