OPINIÃO: A capacidade de transformar uma crítica às fake news em fake news

Donald Trump foi, de longe, o candidato mais atacado das eleições americanas de 2016. Ainda que algumas notícias fossem verdadeiras, a grande maioria delas eram afirmações falsas, as (agora) populares fake news.

Se alguém achou que depois da vitória obtida em novembro daquele ano a mídia daria trégua, achou errado. As notícias falsas continuaram a crescer e passaram de simples histórias inventadas para notícias completamente distorcidas e/ou fatos ignorados para tentar sujar a imagem do presidente dos Estados Unidos, o primeiro em muitos anos a conseguir cumprir o que prometeu durante a campanha.

Já estamos quase na metade de 2018 e os mesmos veículos nacionais e internacionais continuam a se desdobrar, em um malabarismo digno do Cirque Du Soleil, para minimizar até a maior vitória de Donald Trump.

Enquanto o presidente sul-coreano se encontrava com o ditador da Coreia do Norte, toda a grande mídia ocidental ignorou um fator de extrema importância para a reunião: os esforços de Donald Trump. Ele não só foi o primeiro presidente a falar com Kim Jong-un da maneira correta, mas também conseguiu proporcionar um ABRAÇO entre os líderes de dois países que estão em guerra há mais de 60 anos. Não fosse o bastante, as duas Coreias ainda anunciaram um acordo de paz.

Mesmo com os jornais sul-coreanos creditando Donald Trump pelo acontecimento, os jornais do nosso lado do mundo preferiram falar sobre como o encontro era importante apesar de Trump quase ter iniciado uma nova guerra mundial. Quando a pauta não era essa, ignoravam o encontro e focavam na mulher que afirma ter tido um caso com o presidente dos EUA. (Oh, que crime! Um homem tendo relações sexuais com uma mulher? Prendam-no já!) Afinal, o que poderia ser mais relevante do uma denúncia feita por uma atriz pornô? Talvez o mais importante encontro do século até o momento? Não sei. Vocês decidem.

Mas é claro, caros amigos, que a mídia tradicional não pararia por aí. Tentar dar credibilidade a uma mulher cuja profissão consiste em vender o corpo por dinheiro não era sujo o suficiente. CNN, Vox, Slate, Globo News e Folha de São Paulo têm em comum algo além da ideologia implícita e da porqueira em suas respectivas redações: a capacidade de transformar até uma crítica às fake news em fake news.

As publicações brasileiras ainda não tiveram tempo de copiar a pauta nível blogs de fofoca dos jornais internacionais, talvez porque se trata de algo recente. No entanto, contudo, todavia, CNN e Vox já colocaram suas garras esquerdistas de fora e decidiram jogar um tweet do presidente americano criticando-os contra ele. A postagem diz:

Os meios de Fake News estão fazendo hora extra. Acabou de ser noticiado que, apesar do sucesso enorme que estamos tendo com a economia e todas as outras coisas, 91% das notícias da Network News [em referência à CNN] é negativa (Fake). Por que trabalhamos tanto com a mídia quando ela é corrupta? Teria que tomar as credenciais?

Pronto. Bastaram 280 caracteres para a redação da CNN ir à loucura e ser copiada pelas irmãs menores.

Em um editorial disfarçado de notícia, que o termo mais educado que encontrei para me referir ao tal foi canalha, a emissora americana afirmou que Donald Trump “revelou acidentalmente que tudo o que ele não gosta é fake news”.

A Vox não perdeu tempo e foi na onda, afirmando que o presidente “voltou a usar o seu púlpito no Twitter para fazer bullying com a imprensa”. Não deve demorar muito até que as redações tupiniquins comecem com o CTRL C + CTRL V de suas inspirações internacionais.

A grande mídia acha que ainda consegue fazer a cabeça da população, mas, na verdade, só tem a capacidade de encher (ou esvaziar?) o cérebro daqueles que já são adeptos de ideologias semelhantes. Eles não conseguem mais vencer, mas farão de tudo para sujar o máximo possível qualquer um que não concorde com o que eles pregam.

Os ataques continuarão. Em ano de eleições aqui no Brasil, e com Facebook lançando uma ferramenta de combate às fake news e o Google aprimorando a sua área de notícias para “priorizar os meios confiáveis” é bom ficar de olho no que é realmente fake news e o que é notícia distorcida para favorecer ideologia de redação frustrada porque não conseguiu iludir o povo.

 

Artigo de opinião do colaborador João Guilherme

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia

João Guilherme
João Guilherme
Estudante e interessado em política, história e religião.