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OPINIÃO: A heroína de papel

Herói: qualidade de quem é corajoso, valente, notável, audaz, ousado, audacioso, destemido, arrojado, intrépido, campeão, paladino, protetor, defensor, vulto.

Um herói se forja em diversas situações e por diversos motivos. Ao longo da história da pátria não nos faltam exemplos de homens e mulheres que por sua valentia e determinação ganharam o reconhecimento do povo e para história entraram com o rótulo de herói.

Para não ficar algo vago, citarei, resumidamente é claro, o nome e o legado de alguns destes heróis e heroínas que estão listados no LIVRO DE AÇO DA PÁTRIA DO BRASIL.

  • DOM PEDRO I

Responsável pela independência do Brasil, Pedro I viria com a morte de seu pai, tornar-se rei de Portugal (lá conhecido como Dom Pedro IV), entre seus apelidos destaca-se “O LIBERTADOR” e “O REI SOLDADO”.

Em seu reinado, foi responsável por manter a integridade do território nacional, que aquela altura estava ameaçada por explosões revoltosas em diversos Estados. O feito de conseguir contornar todas as revoltas internas, evitando a desfragmentação do Brasil em várias pequenas repúblicas e ainda evitando o golpe que Portugal queria dar no Brasil, tornando-o novamente colônia portuguesa fazem dele digno de um grande estadista e herói nacional.

  • DUQUE DE CAXIAS

Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, foi um militar de grande importância na história nacional. Conhecido também como “DUQUE DE FERRO” e “O PACIFICADOR”, Caxias foi fiel a Dom Pedro I até o último dia de Pedro no Brasil. Foi Caxias um grande amigo do filho de Pedro I, Dom Pedro II.

Na infância do príncipe, ensinou-lhe esgrima e hipismo. Em campo de batalha era um homem que se fazia impor, Esteve ao lado de Dom Pedro II na ocasião da Balaiada, Revoltas Liberais e a Revolução Farroupilha, por exemplo. Foi sob seu comando que o Exército do Brasil derrotou a Confederação Argentina, em 1851, e foi decisivo na Guerra do Paraguai. Por tudo isso, tornou-se com justa razão um herói nacional.

  • JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA

Ministro de Dom Pedro I, Bonifácio assumiu a pasta de Reino e Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. Logo após a independência do Brasil, comandou uma política centralizadora e deu inicio ao combate dos focos de resistência por parte daqueles que defendiam o não rompimento com Portugal.

Após uma briga com Pedro I, exilou-se na França por seis anos; de volta ao Brasil, e reconciliando-se com Dom Pedro I, foi o tutor do jovem príncipe Pedro II durante a partida de Pedro I a Portugal. Bonifácio foi peça central e decisiva na formação e permanência do Brasil independente de Portugal. Não por acaso ostenta o epíteto de O PATRIARCA DA INDEPENDÊNCIA.

  • ANNA NERY

Anna Justina Ferreira Nery, poucos são os brasileiros que conhecem a história dessa grande brasileira nascida na Bahia. Casada com o capitão de fragata Isidoro Antônio Nery, e tendo dois de seus filhos também militares, viu com o advento da Guerra do Paraguai, seus dois filhos e seu irmão, serem designados a defenderem a pátria em solo estrangeiro. Em medida desesperada, Anna solicitou junto ao presidente da província da Bahia, o conselheiro Manuel Pinto de Sousa Dantas, permissão de acompanhar seus filhos e irmão na guerra. Em troca ofereceu serviços de enfermagem nos hospitais do Rio Grande do Sul. A proposta foi aceita, e ela desempenhou entre os hospitais de campanha um trabalho de excelência. Essa mulher de fibra e coragem viu um dos seus filhos morrer na guerra. Findado o conflito, voltou à Bahia onde foi homenageada. O governo imperial concedeu-lhe a Medalha Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de primeira classe.

 

Foi apresentado até aqui uma pequena parte de brasileiros que foram dignos de entrarem para a história como heróis. Seus feitos são inegáveis e suas contribuições ajudam milhares de pessoas no país de um jeito ou de outro.

Porém os anos foram passando e com o golpe contra Dom Pedro II e a implementação da república o Brasil só fez piorar (ao menos no sentindo intelectual, político e histórico). Nos dias atuais poucos são os brasileiros que conhecem a história do seu país, Estado ou cidade. Maior ainda é o desconhecimento para com as pessoas que este país fizeram. O vácuo entre o Brasil de hoje e a sua história abre brecha para toda sorte de bizarrices. E a mais atual delas parte do PSOL, ao querer incluir no LIVRO DE AÇO DA PÁTRIA o nome da desconhecida vereadora Marielle Franco.

Basta ler o resumido e quase pífio apanhado que fiz de quatro grandes nomes da história nacional para rapidamente chegarmos à conclusão de que estamos diante de um caso, diria eu até desrespeitoso para com os verdadeiros heróis da pátria, que talvez, recebam a companhia de uma pessoa que simplesmente não se qualifica em absolutamente nenhum aspecto para tal homenagem. O simples ato de protocolar tal pedido já o configura como um ataque contra a memória dos heróis nacionais e demonstra o nível insano de egocentrismo que a esquerda consegue atingir. A contribuição de Marielle Franco à pátria é nula e, se há alguma, é ‘microscópica’ frente à grandeza dos atos de nossos reais heróis.

 

Artigo do voluntário Fábio Martins no projeto #VoluntáriosRENOVA

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia

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