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OPINIÃO: Como Bolsonaro tornou-se Presidente do Brasil?

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Como Bolsonaro tornou-se Presidente do Brasil?

Jair Messias Bolsonaro foi consagrado presidente do Brasil em um pleito ímpar.


A eleição de 2018, e a vitória de Bolsonaro servirão de base para estudos de cientistas políticos dentro e fora do país. Afinal, o que aconteceu? Como partidos milionários e figurões da política nacional foram humilhados nas urnas?

A vitória de Bolsonaro foi consequência lógica de uma série de fatores que durante muitos anos foram minando a paciência do povo brasileiro. No campo político, por exemplo, a desastrosa política do PT, com milhares de casos de corrupção, um presidente corrupto, uma presidente fraca e desequilibrada, uma política externa vexatória ao país com aproximação e acenos a ditaduras no Oriente Médio, África e América Latina, não contribuiu em nada e isolou o Brasil de grandes países democráticos no globo.

Empréstimos bilionários de nosso dinheiro via BNDES a países que claramente dariam calote na pátria e o perdão de dívidas de ditaduras africanas são apenas alguns exemplos. O envolvimento de diversos partidos e nomes tradicionais da política nacional completaram o cenário de desastre e descontentamento geral. Parecia ao cidadão comum que não havia sequer um parlamentar digno de confiança em todo território nacional. O clima de desconfiança e descrença com a classe política explica a queda de nomes tradicionais.

É fundamental tocar em um aspecto ainda pouco explorado que possui clara e determinante influência na vitória de Bolsonaro. Na década de 90, Olavo de Carvalho lançava O Imbecil Coletivo, livro de grande repercussão na época. Vídeos, cursos online, artigos em jornais e o lançamento de muitas outras publicações, fez com que pouco a pouco a narrativa da esquerda (única vigente durante anos no Brasil) fosse confrontada. Abriu-se uma via no cenário cultural do país e novos nomes hoje conhecidos do público ocuparam espaço no rádio, televisão, jornais, canais no YouTube e etc. Olavo de Carvalho tem papel fundamental no levante direitista e no confronto de ideias em nossa nação.

A crise político/econômica e o levante da direita no meio cultural fez abrir os olhos de milhões de brasileiros que, mesmo sem conhecer Olavo de Carvalho, foram despertados à realidade por influência destes que hoje estão na mídia e na internet. Definitivamente o Brasil está em uma nova era. O momento atual mostra que a hegemonia de pensamento acabou e, pela primeira vez em muitos anos, a esquerda tem um adversário preparado e motivado a fazer do Brasil um país decente e respeitável dentro e fora de suas fronteiras.

Então Jair Bolsonaro não tem mérito em sua vitória? Claro que tem. Bolsonaro teve uma visível evolução de pensamento e comportamento desde que ganhou a mídia nacional no caso Maria do Rosário. Em um cenário onde não parecia haver honestidade, ele surgiu como uma rara visão de esperança. Honesto e de retidão inquestionável, Bolsonaro começava a ganhar o respeito e a admiração de expressiva parcela da população.

Desprezo ao politicamente correto e opiniões firmes e claras (sem ficar sob o muro como de costume entre políticos) fez de Bolsonaro amado e odiado. Amado pelo povo desperto do encanto esquerdista, e odiado pelos ainda iludidos e por aqueles que ganham direta ou indiretamente com o estado de coisas atual. A classe artística e a mídia, por exemplo, durante anos fizeram tudo o que estava ao seu alcance para destruir a reputação de Jair — sem sucesso. Rótulos diversos: racista, fascista, nazista, misógino e até estuprador começaram a fazer parte da vida do futuro presidente. Contudo, a violência explícita e visivelmente forçada com que a mídia atacava Bolsonaro e, anos mais tarde, com a tentativa de assassinato do mesmo, despertou empatia no público. Impossível não sentir compaixão por uma pessoa simples de espírito e com um sonho de tentar mudar ainda que minimamente nosso país. É na verdade fácil imaginar o que passa na cabeça de Bolsonaro, uma vez que não deve ser nada muito distante do que passa pela nossa. E essa aproximação com o pensamento dele o tornou um fenômeno eleitoral poucas vezes visto no país.

Enquanto grandes partidos e caciques políticos insistiam cegamente em fazer a velha política de sempre, Bolsonaro manteve seu discurso e soube, como nenhum outro, usar as redes sociais para propagação de suas ideias. Tempo de TV e rádio não surtem mais tanto efeito. O eleitor quer ouvir verdades no discurso. O discurso que vem do coração, e não um escrito por assessores. O eleitor quer conhecer o candidato real, e não um ator, uma encenação de si mesmo. Bolsonaro foi ajudado pelas circunstâncias internas e externas e soube surfar na onda da mudança.

Uma nova política acabou de florescer e quem ainda não entendeu o explícito cenário que o eleitor desenhou será um eterno perdedor político. Pela primeira vez os candidatos precisam dançar conforme a música do eleitorado e não o oposto como vinha acontecendo por todo esse tempo. Mais importante que promessas e jingles cativantes, são a verdade e a simplicidade. Por tudo isso e muito mais, eu termino esse artigo dando os parabéns ao nosso presidente Bolsonaro, e desejando-lhe saúde e sabedoria na condução da missão mais difícil de sua vida que será presidir essa enorme nação chamada Brasil.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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