OPINIÃO | Cuba: Potência Educacional

Não me surpreende que a mídia tenha alimentado o mito da esquerda: Fidel Castro. Basicamente, o que se fez foi repetir as baboseiras de sempre principalmente no que tece à saúde e educação.

Em Cuba, dizem os “intelectuais da mídia” há os melhores índices educacionais das Américas, Fidel conseguiu acabar com o analfabetismo na ilha — coisa que Batista estava prestes a conseguir, pois, a taxa de analfabetos já vinha caindo expressivamente — dado esse que a mídia e a esmagadora maioria dos professores escondem por desconhecimento ou por má fé.

O mesmo é dito da saúde, outra falácia que, aliás, é uma marca permanente do sistema comunista. Vamos analisar com mais acuidade estes dois pontos. Neste primeiro artigo farei uma breve avaliação da educação.

EDUCAÇÃO

Em 1960, o governo cubano declarou a ilha “livre do analfabetismo”, ainda que órgãos internacionais nunca tenham tido acesso às informações para comprovar a afirmação governamental. Seriam os dados de um governo comunista e dizimador de liberdades confiáveis?

De fato Fidel implementou uma revolução educacional em Cuba, em especial nas áreas rurais onde o ensino era deficitário. E para isso usou a juventude cubana, utilizou estudantes de Havana que estavam estudando em escolas católicas e particulares que, inflamados com o nacionalismo da revolução, atenderam prontamente o chamado de seu herói, e partiram para o interior da ilha sem saber o que iriam encontrar pelo caminho.

É importante ressaltar, mais uma vez, que essa juventude havia adquirido conhecimento em escolas particulares e em escolas católicas, pois antes da revolução, era normal a família ter dinheiro para bancar escolas particulares. Chamo atenção para o fato de Fidel ter mandado ao interior da ilha pessoas não formadas e não capacitadas para ensinarem os jovens camponeses. O governo de Fidel colocou em prática uma metodologia bizarra de ensino que, obviamente, nunca foi comentada pela esquerda brasileira. Este modelo hoje não é mais seguido, entretanto, é bom que se saiba pelo que passaram milhares de jovens cubanos.

Naquela época era fundamental para o governo revolucionário ganhar prestígio em relação à comunidade internacional que até aquele instante não sabia ao certo o que esperar dos revolucionários. Ao declarar, sem nunca ter provado, que Cuba estava livre do analfabetismo, a mídia internacional — já voltada ao comunismo — fez questão de dar publicidade à declaração de Fidel para o planeta inteiro.

Outra falácia era a proficiência dos alunos cubanos, que aparentemente não repetiam de ano jamais. O governo pressionava os professores para que dessem boas notas aos alunos ainda que estes não tivessem atingido o mínimo aprendizado necessário. A mesma prática é adotada em nosso país e por conta disso, além de diversos outros fatores, temos uma massa de analfabetos funcionais. Apesar de Cuba, de igual modo ao Brasil, ter milhares de escolas e universidades espalhadas por toda a extensão do país, não consegue dar educação real a seus habitantes.

Sabe-se sobre a educação cubana somente aquilo que o governo deseja que saibamos, mas sendo aquele governo comunista, pouco se pode acreditar nas informações provenientes do mesmo. Como em todo sistema autoritário as crianças ganham atenção especial, desde muito pequenas já sofrem a lavagem cerebral comunista fazendo com que tenham medo de pensar e, somente aprendem a imitar o comportamento a sua volta. Tanto isto é verdade que a frase mais repetida pelas crianças na ilha é:

“Pioneiros pelo comunismo seremos como o Che!”

Com isso espera-se encucar na cabeça das crianças que é bom e humanitário serem comunistas. Obviamente elas aprendem que Che era um homem de grande caráter e acima de tudo patriótico, ainda que o mesmo sequer tenha sido cubano.

Também houve em cuba o sistema chamado de PIONEIRO. Esse sistema do qual a nenhum pai é dado o direito de negar ingressar seu filho, nada mais é do que o início de uma longa jornada comunista que terá fim somente no dia de sua morte. Caso algum pai negue pôr seu filho neste sistema será condenado à prisão e seu filho será abolido do sistema educacional cubano. O que deixa claro que a ideologia esta sempre acima de qualquer outra coisa.

Ainda que o sistema de ensino cubano fosse realmente uma maravilha, seria válido tudo isso se você é forçado, e com isso privado de suas liberdades individuais, a fazer algo que não combina com seus valores? Já notaram na perfeição comportamental dos alunos de Cuba? Nunca se viu algazarra ou coisa parecida. Nunca se viu e nem se verá, pois na ilha é proibido fotografar e filmar as escolas externa ou internamente. Aos bagunceiros era aplicado castigo físico. Alunos mais velhos e mais fortes eram uma espécie de juízes da disciplina. Passavam de sala em sala com uma relação de nomes de alunos que deviam ser castigados, os professores não podiam contrariar as regras e liberavam os alunos listados, esses eram levados a uma sala reservada onde o castigo era aplicado. Em tempo de Bullying isso soa insano para dizer o mínimo.

O ensino médio cubano pouco muda em relação ao ensino fundamental, os jovens seguiam tendo que obedecer — ainda que contra sua vontade — o doente sistema educacional. Deveriam manter (ainda que da boca pra fora) toda sua admiração por Che, Fidel e a revolução de maneira geral. Quando o adolescente completasse o sexto grau, era imediatamente enviado para a “escola no campo”. Os jovens eram arrancados de suas família para viverem em um local que mais parecia uma selva, onde a lei do mais forte predominava, tudo se conseguia com o uso da força. Quase todos os professores, na maioria muito jovens e com pouca experiência na arte do ensino, estavam envolvidos em casos amorosos com as alunas, que longe da tutela da família, em um campo, eram vítimas fáceis de todo o tipo de abuso, aquilo mais parecia com uma penitenciária. O que se percebe é que desde o ensino fundamental e em especial no ensino médio, as liberdades individuais eram (e são) violadas sistematicamente. A opinião própria e o livre pensar são coisas que os cubanos não conhecem ou tem medo de praticar. Este é o maravilhoso e estimulante ensino cubano? É isso que a mídia e os partidos de esquerda no Brasil defendem como exemplo de sistema democrático?.

O ensino superior cubano é muito parecido com o brasileiro no tocante a ignorância política e cultural de um modo geral. Os universitários cubanos, desestimulados a pensar desde tenra idade, apenas fazem o jogo que o governo deseja. Seu papel limita-se a fingir que aprenderam alguma coisa nas outras áreas do ensino básico e médio e seguem firmes idolatrando a loucura de um sistema educacional fora de qualquer parâmetro aceitável bem como de um país inteiro, que deslocado da civilidade e de uma conduta humana racional, acostumou-se a viver com a boca tapada e os olhos vendados.

Neste sentido Cuba e Brasil tem uma proximidade gigantesca. Ambas as sociedades são idiotizadas desde sempre para que façam as mesmas coisas e nunca alcancem seus objetivos. Sua capacidade intelectual é castrada já na infância por um sistema educacional fictício que visa apenas a ensinar marxismo e a odiar algo ou alguém, no caso cubano, os Estados Unidos, no caso brasileiro, a burguesia. Em suma, este é o “maravilhoso” ensino cubano, local onde as meninas são estupradas e os meninos apanham iguais a prisioneiros de guerra. Claro, que a massa de iletrados que jamais abriram um livro em relação ao tema acha que sabem tudo apenas porque seu professor marxista disse que as coisas são paradisíacas na ilha. Irá instantaneamente se enfurecer e difamar toda e qualquer tentativa de narrativa da realidade. Pois uma vez trazida à luz a verdade do ensino cubano, isso fará com que desmorone o mundo fantasioso que o doutrinado aluno criou em sua imaginação mais intima.

Artigo de Fábio Martins no Projeto Voluntários


Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia