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OPINIÃO | Direito à vida e genocídio de bebês: incoerência feminista

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As ruas de Buenos Aires, na Argentina, estavam tomadas por milhares de pessoas, em especial mulheres, que passaram a noite fria acampadas em expectativa ao desfecho final. Pela manhã do dia seguinte uma explosão de alegria delirante tomou conta dos corações de milhares de mulheres, que entre lágrimas e risos, comemoravam o que para elas configura uma vitória histórica. O aborto havia sido aprovado pelos deputados portenhos.

Com a descrição inicial do artigo fica fácil imaginar toda sorte de acontecimentos possíveis que justificassem tamanho empenho e comoção explícita de alegria; porém, nenhuma pessoa racional e equilibrada imaginaria ver um dia mulheres comemorarem absurdamente à permissão estatal para assassinar seus filhos. Cenas assim fazem com que eu sinta um mix de raiva e profunda tristeza. Estamos pouco a pouco vivenciando o avanço desenfreado da agenda marxista que parece não encontrar resistência. Já que se pode matar fetos, cedo ou tarde poder-se-á ter relações sexuais com crianças. Sim, os movimentos pró-pedofilia são reais e estão operando dia a dia.

Acirrou-se um debate acalorado no Twitter entre os favoráveis e os contrários ao aborto, e através daquele micro blog pude sintetizar o que pensam as mais variáveis correntes, e seguramente os deputados argentinos encontravam-se dispersos por entre elas. Analisando o que se discutia e, muitas vezes fazendo parte da discussão, coisa que aliás foge da minha característica, fiquei perplexo com o nível raso de argumentos que as pessoas apoiadoras do aborto usam para justificar o assassinado de bebês. Quero deixar claro que a palavra aborto nada mais é do que um eufemismo para assassinato, ok? A mais usual, e uma das mais absurdas é a máxima “meu corpo, minhas regras”. Este bordão utilizado como um mantra pelas feministas e mulheres sonsas que se deixam levar por esta patacoada que não faz o menor sentindo, uma vez que o bebê não pertence ao corpo dela. O feto é um corpo individual, temporariamente alocado dentro do corpo da mulher, e usar de um subterfúgio infantil não altera a realidade. Poder-se-ia, neste caso, utilizar-se do mesmo argumento em favor do bebê: uma vez que o corpo do bebê é parte individual, e não pertence, mas está alocado no corpo da mulher por tempo determinado, não pode esta mulher decidir o que fazer com o corpo do feto. Afinal, o corpo do bebê, regras do bebê, não é? Sendo o feto obviamente incapaz de se defender física e intelectualmente, fica configurado o mais covarde assassinato.

Havia em meio à discussão as mulheres que tentavam justificar o assassinato utilizando-se da briga de classes (marxista) para sustentar o genocídio. Quem se utiliza desse subterfúgio alega que a criança não teria chances na vida e sofreria desnecessariamente. Agem assim (sem notar) de um modo alucinadamente egoísta. Será que para elas o pobre — maioria da população brasileira — não deveria ter filhos? Será que para elas todo e qualquer pobre está condenado de berço ao fracasso e à infelicidade? Defendem elas com isto o extermínio das classes menos privilegiadas financeiramente falando? É condição primal e exclusiva para que se chegue à felicidade e a uma vida plena ter-se posse do dinheiro? Seriam elas profetizas capazes de prever o futuro de um bebê que sequer nasceu? Seriam elas habitantes de um mundo paralelo ao nosso, onde infelicidade e mazelas não pertencem ao cotidiano da vida? Com base no principio da incerteza no futuro pode-se determinar quem vive e quem morre? Se isto fosse assim não haveria mais vida humana sobre a terra, uma vez que o futuro é incerto a todos, e não somente aos pobres.

Uma determinada corrente dizia ser o aborto, fruto da luta feminista, uma maneira de igualdade aos homens, e que não sendo eu uma mulher, não teria condição de opinar. Pois bem, vamos elucidar o óbvio: para que haja aborto, é preciso que a mulher esteja grávida; e para que exista gravidez, é preciso à participação do homem. Sendo o homem peça central na concepção da vida, não cabe a ele ter voz ativa na questão do aborto? Observem que na ótica doentia das feministas, o papel do homem, do pai, é inexistente. As feministas excluem lunaticamente que é preciso haver a figura masculina. Dirão elas: E se for mãe solteira? Poderia responder utilizando a máxima do “meu corpo, minhas regras” que inverti a favor do bebê no inicio do artigo.

Choca-me também perceber que existe uma defesa feroz do feminismo sem que se conheça a origem dele, seus principais idealizadores e que não se conheça a bibliografia básica do feminismo. Logo, as mulheres defendem algo heterogêneo, sem base ou qualquer tipo de sustentação. Vivem na verdade em um mundo imaginário, sem nem sonhar que o movimento que defendem tem na sua base (não acessível aos que não leem) o fim completo da família e/ou sua total perversão. Observem alguns trechos do livro The Dialectic of Sex — escrito por Firestone Shulamith. Fica clara a influência das ideias do passado que são desconhecidas, porém seguidas pelas incultas feministas contemporâneas:

Trecho do livro The Dialectic of Sex

É fato mais que sabido e facilmente observado que as mulheres feministas atuais não conhecem absolutamente nada do que verdadeiramente prega o feminismo. A questão do aborto (assassinato) é apenas uma das metas que visa à destruição da família e da moralidade, como os trechos do livro acima deixam muito claro.

Ainda com relação ao aborto, é preciso esclarecer que as feministas tratam do assunto com uma naturalidade intocável, fazendo muitas pessoas crerem que a mulher que irá assassinar seu filho, o fará livre de qualquer culpa ou consequência física e psicológica. Não contando algumas psicopatas que têm no aborto um tipo de fetiche, as demais mulheres pagarão no futuro imediato ou mais tardio, um preço elevado. Para deixar mais claro, vou listar algumas das consequências (não todas) que o aborto (assassinato) gera à mulher em virtude do método escolhido para o assassinato do bebê:

A — Método da Aspiração

1. Laceração do colo uterino provocada pelo uso de dilatadores.

Consequências:

  • insuficiência do colo uterino, favorecendo abortos sucessivos no primeiro e no segundo trimestre (10% das pacientes);
  • partos prematuros, na 20ª ou 30ª semana de gestação.

2. Perfuração do útero

Acontece quando é usada a colher de curetagem ou o aspirador; mais frequentemente, através do histerômetro (instrumento que mede a cavidade uterina). O útero grávido é muito frágil e fino; pode ser perfurado sem que o cirurgião se dê conta. É uma complicação muito séria.

Consequências:

  • infecção e obstrução das trompas, provocando esterilidade;
  • intervenção para estancar a hemorragia produzida;
  • perigo de lesão no intestino, na bexiga ou nas trompas;
  • a artéria do útero, nesses casos, frequentemente, é atingida, criando a necessidade de histerectomia (extirpação do útero), se não for possível estancar a hemorragia.

3. Hemorragias uterinas

Perda de sangue ou fortes hemorragias causadas pela falta de contração do músculo uterino. As perdas de sangue são mais intensas se a gravidez for avançada. Essas perdas são de 200 ml na 10ª semana de gravidez, 350 na 12ª, 450 na 13ª semana…

Consequências:

  • necessidade de transfusão de sangue;
  • ablação do útero, se a hemorragia não for estancada.

4. Endometrite (inflamação) pós-aborto (infecção uterina secundária, decorrente do aborto).

Apesar dos antibióticos administrados antes do aborto; há grande incidência de infecções e obstrução de trompas.

Consequências:

  • esterilidade
  • Gravidez ectópica (fora do lugar apropriado).

5. Evacuação incompleta da cavidade uterina. Necessidade de prolongar a sucção e de fazer uma curetagem imediata.

Danos e consequências:

  • possibilidade de extração do endométrio (mucosa uterina);
  • formação de aderências no interior do útero e, como consequência, esterilidade, frequentemente amenorreia (ausência de menstruação);
  • possibilidade de placenta prévia na gravidez seguinte, criando a necessidade de cesariana.

B. A chamada Extração Menstrual

É possível que a paciente não esteja grávida.

Pode ocorrer uma extração incompleta (o ovo frequentemente não é extraído, tornando necessária uma curetagem).

C. Método das Laminárias

(tampão esterilizado feito de algas marinhas)

Pode ocorrer que fique preso tornando-se necessária uma histerectomia (extração do útero).

Consequências:

  • infecções graves por causa da presença de corpo estranho
  • as mesmas da histerectomia.

D. Solução Hipertônica Salina (Gravidez de 12 a 20 semanas)

Complicações muito sérias:

  • retenção da placenta e hemorragia (50% necessitam de curetagem).

As mesmas complicações que uma curetagem pode produzir, com o agravante de uma possível perfuração do útero e da formação de aderências;

  • infecção e endometrite (inflamação da mucosa do útero);
  • hemorragia;
  • coagulopatia e hemorragia abundante;
  • intoxicação por retenção de água; efeitos secundários do soro salino e da pituita que podem causar falhas de funcionamento do coração e morte;
  • perigo de entrada de solução salina na corrente sanguínea da mãe com efeitos mortais;
  • possibilidade de gravidez mais avançada do que a informada pela mãe e, na ausência de um exame sério, poderia abortar uma criança de 2 quilos ou 2 quilos e meio. Esse tipo de aborto apresenta um perigo dez vezes superior à curetagem. A mortalidade vai de 4 a 22 por mil.

As razões do aborto denominado terapêutico são uma contraindicação para o aborto através de solução salina.

E. Histerectomia (extração total do útero)

Complicações:

Os mesmos perigos e complicações de toda cirurgia intra-abdominal: hemorragia, infecção, peritonite, lesões da bexiga e dos ureteres. Complicações variadas em 38 a 61 por mil.

Complicações tardias do aborto

1 - Insuficiência ou incapacidade do colo uterino.

2 - Aumentos da taxa de nascimento por cesariana (para permitir que o bebê consiga viver mesmo que prematuro).

3 - Danos causados às trompas por possível infecção pós-aborto, causando infertilidade (em 18 % das pacientes). Maior número de complicações em mulheres grávidas que anteriormente provocaram aborto (67,5% entre as que abortaram e 13,4 entre as que não abortaram).

Dentre todas as complicações, a mais grave é a hemorragia, que transforma a nova gravidez em gravidez de alto risco.

4 - O aborto pode provocar complicações placentárias novas (placenta prévia), tornando necessária uma cesariana, para salvar a vida da mãe e da criança.

5 - O aborto criou novas enfermidades: síndrome de ASHERMAN e complicações tardias, que poderão provocar necessidade de cesariana ou de histerectomia.

6 - Isoimunização em pacientes Rh negativo. Aumento, consequentemente, do número de gravidez de alto risco.

7 - Partos complicados. Aumento do percentual de abortos espontâneos nas pacientes que já abortaram.

Consequências sobre a criança não nascida

1 - Sobre a criança abortada:

– dores intensas (o feto é sensível à dor);

– morte violenta;

– aborto de crianças vivas que se deixam morrer.

2 - Sobre as crianças que nascem depois

Perigos e complicações:

– abortos de repetição no primeiro e no segundo trimestre de gravidez;

– partos prematuros;

– nascimento prematuro, através de cesariana, para salvar a vida da mãe e da criança. Trinta e três por cento de abortos são abortos em que as crianças nascem em posição invertida (de nádegas).

– parto difícil, contrações prolongadas;

– Gravidez ectópica (fora do lugar) nas trompas, podendo ser fatal para a mãe — para o feto o é sempre — (a gravidez ectópica, nas trompas, é oito vezes mais frequente depois de aborto provocado;

– malformações congênitas provocadas por uma placenta imperfeita;

– morte perinatal por prematuridade extrauterina (50% morrem no primeiro mês de gravidez);

– os prematuros que sobrevivem com frequência são excepcionais (paralisia cerebral, disfunções neurológicas etc.).

Consequências psicológicas

a) Para a mãe:

– queda na autoestima pessoal pela destruição do próprio filho;

– frigidez (perda do desejo sexual);

– aversão ao marido ou ao amante;

– culpabilidade ou frustração de seu instinto materno;

– desordens nervosas, insônia, neuroses diversas;

– doenças psicossomáticas;

– depressões;

O período da menopausa é um período crucial para a mulher que provocou aborto.

b) Sobre os demais membros da família:

– problemas imediatos com os demais filhos por causa da animosidade que a mãe sofre. Agressividade — fuga do lar — dos filhos, medo destes de que os pais se separem, sensação de que a mãe somente pensa em si.

c) Sobre os filhos que podem nascer depois:

– atraso mental por causa de uma malformação durante a gravidez, ou nascimento prematuro.

d) Sobre o pessoal médico envolvido:

– estados patológicos que se manifestam em diversas formas de angústia, sentimento de culpa, depressão, tanto nos médicos quanto no pessoal auxiliar, por causa da violência contra a consciência.

Os abortos desmoralizam profissionalmente o pessoal médico envolvido, porque a profissão do médico é a de salvar a vida, não de destruí-la.

Consequências sociais

O relacionamento interpessoal, frequentemente, fica comprometido depois do aborto provocado.

a) Entre os esposos ou futuros esposos:

– antes do matrimônio: muitos jovens perdem a estima pela jovem que abortou, diminuindo a possibilidade de casamento;

– depois do casamento: hostilidade do marido contra a mulher, se não foi consultado sobre o aborto; hostilidade da mulher contra o marido, se foi obrigada a abortar.

O relacionamento dos esposos pode ficar profundamente comprometido.

É evidente que as consequências, em longo prazo, sobre a saúde da mãe podem complicar seriamente a estabilidade familiar.

b) Entre a mãe e os filhos:

– muitas mulheres temem a reação dos filhos por causa do aborto provocado;

– perigo de filhos prematuros e excepcionais, com todos os problemas que isso representa para a família e a sociedade.

c) Sobre os médicos

– sobre os médicos que praticam o aborto fora de um centro autorizado: correm o perigo de serem denunciados. Todos, em geral, estão sujeitos a denúncias por descuidos ou negligências na prática do aborto.

d) Sobre os médicos e o pessoal de saúde envolvida em abortos legais:

– possibilidade de perda de emprego se se negar a praticar aborto por questão de consciência;

– possibilidade de sobrecarga de trabalho, por causa do aumento do número de abortos.

e) Sobre a sociedade em geral:

1. Sobrecarga fiscal sobre os cidadãos que pagam impostos:

– aborto pago pela previdência social;

– preço pago por crianças que nascem com defeitos em consequência de abortos provocados.

2. Relaxamento das responsabilidades específicas da paternidade e da maternidade; o aborto, com frequência, substitui o anticoncepcional.

3. Tendência ao aumento de todo tipo de violência, sobretudo contra os mais fracos. Consequência: infanticídio e eutanásia.

4. Aumento das doenças psicológicas no âmbito de um setor importante para a sociedade, particularmente entre as mulheres de idade madura e entre os jovens.

5. Aumento considerável do número de pessoas com defeitos físicos ou psíquicos, com todas as consequências que isso significa para a sociedade em geral.

Vê-se com isto que o assunto é muito complexo, é muito mais do que ter ou não “direitos”, vai muito além de bordões estúpidos, e como sempre quem sai perdendo com os devaneios feministas é a própria mulher. Se você chegou até este ponto do texto é sinal claro de que tem preocupação sincera com a vida. E se for mulher, por favor, não caia na cilada feminista. Use o dom mais sagrado que Deus lhe deu: cultivem a vida.

Texto do voluntário Fábio Martins com base em informações da Pro Vida Família

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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