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OPINIÃO | A hipocrisia esquerdista e o show da mídia

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Desproporcional, assim qualifico a abrangência que foi noticiada a morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL). Viu-se um espetáculo quase pirotécnico sobre o assassinato de Marielle. Lula, o oportunista, não deixou passar em branco, e afirmou que o assassinato da vereadora é muito similar ao que estão fazendo com ele e com o PT. Dilma disse que o assassinato é uma extensão do golpe. Sim, a esquerda não tem limite para o ridículo. Militantes do PSOL querem fazer da tragédia à oportunidade perfeita para dividir ainda mais a população brasileira, afirmando que sua morte se deu pela cor da pele, homofobia e por seu gênero. A mídia, que a cada ano esconde menos sua posição à esquerda, praticamente está promovendo diante de nossos olhos um processo de canonização ao molde marxista.

A situação ganhou uma dimensão tamanha, que fica manifestamente forçosa e com um toque de desproporcionalidade. Vamos elucidar os fatos para que fique claro.

A MÍDIA

Responsável pelo estardalhaço descomunal sobre o ocorrido, a mídia quer nos fazer crer que Marielle era uma pessoa com contornos divinos e ares virginais. Vendem a imagem da mulher forte, que briga por ‘igualdade’ e pela justiça. Defensora implacável dos pobres e oprimidos, que dedicava sua vida a eles. Talvez o leitor mais desatento compre a ideia de uma pessoa querida e aceita no seio das favelas, e que por lá tinha seu maior reduto eleitoral.

Bem, as coisas não são exatamente assim. Segundo informações do site O ANTAGONISTA, dos 46 mil votos que recebeu, pouco mais de 20 mil, são oriundos dos bairros ricos da Zona Sul e da Barra da Tíjuca, Zona Oeste da cidade, e o restante, oriundos de bairros de classe média. Não para por aí, na Rocinha, a maior favela do país com mais de 70 mil habitantes, ela obteve apenas 22 votos; ao passo que na Cidade de Deus, ela obteve somente 89 votos. Curiosamente a defensora implacável dos pobres que a mídia e o PSOL querem nos fazer acreditar era pouco conhecida entre os carentes, tendo seu público eleitoral nos bairros ricos da cidade.

A baixa aceitação não soa com estranheza, Marielle defendia pautas que são contrárias às posições da esmagadora maioria das pessoas no Brasil. Ela defendia o aborto, a liberação das drogas e outras pautas tipicamente de esquerda. Pautas que ganham adeptos nas classes médias e altas, mas que são detestadas pelos mais pobres. Curioso perceber que de 2017 até hoje, nada menos que 40 vereadores e/ou prefeitos foram assassinados no Brasil e, nenhuma destas mortes ganhou tamanho destaque. E em nenhuma destas mortes a ONU pediu uma criteriosa investigação. Estranho, não acham?

PARTIDOS DE ESQUERDA

Mantendo a tradição oriunda do período militar, sempre que um dos seus morre, o show de vitimismo patológico acaba ganhando dimensões surreais ao ponto do bizarro. O desdobramento dos fatos é tão desproporcional, que me lembrou da população norte coreana, chorando de forma descontrolada, a morte do tirano ditador Kim Jong-il [veja o vídeo abaixo].

Como já é de conhecimento mundial, a esquerda não possui limites e tão pouco, moralidade, sendo assim para eles é muito fácil fingir indignação com a morte da vereadora, enquanto na verdade, uma parte deles, vê na tragédia a chance perfeita de fazer palanque político e pisotear no cadáver de Marielle o quanto for possível, para quem sabe assim, angariar alguns votos através da comoção do público inerte aos fatos. A oportunidade como se vê não passou em branco e, toda sorte de asneiras são expelidas das bocas imundas daqueles que não respeitam o luto da família de Marielle, e visam exclusivamente sua autopromoção e, claro, um cargo nas fileiras do Estado, como deputado ou vereador.

A “tristeza” de quem se importa com a morte da vereadora.
A “tristeza” de quem se importa com a morte da vereadora.

ENQUANTO ISSO NO RIO DE JANEIRO…

Fugindo um pouco da atmosfera artificial criada pela mídia e pela esquerda de forma geral, vamos analisar o que de fato deveria ser motivo de comoção nacional, mas que é vendido pela impressa esquerdista como fatos cotidianos de pouca expressão e que no máximo ganham uma pequena notinha no rodapé do jornal. Em 2017, exatos 134 policiais foram mortos nesta cidade. Nenhuma manifestação de repúdio partiu da mídia. Para se ter uma ideia, 134 homens é o bastante para formar uma companhia, ou quase três pelotões. São baixas normalmente esperadas em guerras, no campo de batalha contra um Exército hostil, e nunca dentro de uma cidade da importância do Rio de Janeiro (a cidade escolhida por Dom João, em 1808, para ser a sede da monarquia portuguesa). Não bastasse o silêncio criminoso da mídia e dos partidos de esquerda que nada fizeram sobre o fato, ainda esta mesma polícia teve que aguentar a mídia noticiar que a cambaleante e abatida corporação militar, estava matando demais. A tragédia parece não findar, em 2018, já foram ceifadas quase 20 vidas militares no Rio. Ainda em 2017, foram mortos no Rio, mais de 3.000 civis. Números de guerra que deveriam trazer pânico aos políticos, mas que são recebidos com incredulidade e conformismo criminoso. Alguém viu ou ouviu uma manifestação, uma notinha, um pequeno discurso da mídia ou da esquerda em relação a estes números?

PORTANTO…

Fica explícito o uso da morte de Marielle pela esquerda e pela mídia esquerdista. Vê-se que os militantes aproveitam para criticar a intervenção federal, ou para a vitimização costumeira de cor, gênero, classe social e toda sorte de patacoada que estamos cansados de saber. Usar-se-á muito da tragédia para tirar proveito político e minar a intervenção e, assim, desqualificar Temer e o maior defensor e propagador do uso da força militar, Bolsonaro. O atentado serviu mais uma vez para notarmos o quão egocentrista a esquerda consegue ser. Nunca os vimos derramar uma lágrima pelos polícias ou pelos mais de 60.000 assassinados por ano no Brasil. A vitimização característica encontra cada vez menos pessoas dispostas a acreditar no teatro ridículo de políticos perturbados mentalmente. Ao menos politicamente um novo Brasil está despertando. Esperamos, portanto, um futuro mais digno com a escolha do novo presidente. Futuro que será bem sucedido, infelizmente, somente travando batalhas contra aqueles que não pensam no país, mas unicamente em seus umbigos.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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