OPINIÃO: Isso é repugnante!

No dia 09 de maio passado, o prefeito da cidade de Mongaguá situada no litoral sul paulista, foi preso pelos agentes da Polícia Federal na chamada Operação Prato Feito que investiga desvios de verba destinadas à Educação.

Foram cumpridas 19 ordens judiciais em seis cidade da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.

 

Quem é esse prefeito?

Arthur Parada Prócida é professor e nasceu em 17 de abril de 1946.

Foi vereador em Mongaguá entre 1982 e 1988 e vice-prefeito entre 1989 e 1992.

Foi eleito prefeito da cidade, pela primeira vez, em 1992, e venceu o pleito para o Executivo novamente em 2000, 2004 e 2012.

O político foi reeleito em primeiro turno nas eleições de 2016.

Além da residência do prefeito, outros três mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Paço.

Por nota divulgada ao fim da manhã, a administração municipal confirmou que colaborou com os agentes e o Departamento Jurídico da cidade aguardava ser cientificado do processo para poder se pronunciar oficialmente sobre o caso.

Na busca por documentos relativos à ação policial, os agentes encontraram na residência do prefeito a bagatela de R$ 4,6 milhões de reais, além de U$ 217 mil dólares!

O prefeito não soube explicar a origem desse dinheiro, que obviamente seus advogados encontrarão.

Em depoimento à delegada Melissa Maximino Pastor, que coordenou a operação, o chefe do Executivo de Mongaguá não soube informar a origem legal da quantia que, ao todo, supera os R$ 5,3 milhões. Por essa razão, segundo a assessoria do órgão, ele deverá ser indiciado por lavagem de dinheiro e permanece preso na carceragem do prédio, conforme informa a reportagem da G1.

Mas… a coisa toda não para por aí não !

Ontem (4), a diretora municipal de ensino Aparecida Calixto, ao vistoriar um prédio abandonado do Senai, desativado em 2012 para um possível reaproveitamento, se depara com pacotes e pacotes de fraldas e milhões de materiais escolares abandonados!

Segundo informações obtidas com o G1:

Dentro do imóvel foram encontrados berços e colchões, alguns já mofados, uniformes escolares, tênis, computadores, materiais esportivos, dezenas de colchonetes para leitos hospitalares, utensílios como panelas e canecas e até uma geladeira ainda embalada.

Também foram encontrados livros novos, incluindo apostilas destinadas pelo Ministério da Educação a uma aldeia indígena, 30 milhões de folhas de cartolina, mochilas e uma grande pilha de fraldas descartáveis, algumas já abertas e outras com a data de validade vencida.

Todo o material começou a ser catalogado pela administração municipal e, após a triagem, um relatório será encaminhado para o Ministério Público, para investigação. Um boletim de ocorrência também foi registrado na Delegacia Sede da cidade. O trabalho deve durar cerca de dez dias, mas antes desse prazo, a prefeitura planeja levar alguns itens, como berços e fraldas, para creches e unidades de ensino.

Quem administra interinamente a cidade é o presidente da Câmara de Vereadores, já que o prefeito e vice-prefeito estão sendo investigados na Operação Prato Feito.

 

Artigo escrito pelo voluntário Walter Barreto

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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