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OPINIÃO: Lula, STF e nossa suprema responsabilidade

Hoje é quinta feira (05/04/2018), o dia seguinte ao julgamento de Lula no STF, onde o criminoso que já foi julgado, condenado, confirmado em segunda instância e novamente julgado, teve seu pedido de habeas corpus preventivo – por incrível que pareça – negado!

Foram onze horas de muito blá blá blá, justificativas das mais chatas e demoradas, às mais dramáticas como a do ministro Gilmar Mendes falando que já havia ido e visto pessoalmente junto ao CNJ cadeias com presos esperando “14 anos para serem julgados” ou o ministro Ricardo Lewandowisky citando até lei do consumidor.

O voto decisivo foi de Rosa Weber. Sinceramente, duvido que alguém que não estudou direito ou até que tenha estudado conseguiu entender tudo o que ela disse. Longo, demorado, prolixo, mas que no fim, serviu para dar maioria a negação. Salve Aleluia!!

Rosa Weber, o voto decisivo contra o HC de Lula

Foi uma quarta feira (04) de muito futebol, nacional e internacional, jogos clássicos, mas no fundo, o verdadeiro brasileiro abriu mão de se entreter com isso e ligou seu aparelho televisivo na famigerada TV Justiça. Assim como memes da internet, essa é de fato a vida adulta. Pois é…

Creio que Lula, ex-presidente e ainda com imenso fã-clube nacional não fique muito tempo preso. Poucos meses, até aparecer alguma doença, um pedido de prisão domiciliar, ou coisas assim que nossa justiça concede a todos e com ele, evidente que não será diferente. Esse ao meu ver é o menor dos problemas.

Do Lula hoje quero apenas duas coisas, uma é a prisão de fato, a jaula! A outra é foto dele na jaula. Mais do que uma imagem, a simbologia, acabar com o mito, findar sua falsa “santidade” dada a ele pela imprensa, intelectuais esquerdosos e todos os meios sociais que fazem a sua aura de “pai dos pobres” ainda ser viva e forte.

A negação de seu HC além de nos livrar dele, ainda fechou a porta a diversos outros criminosos que estavam salivando esperando pra pedir o mesmo alívio de pena em suas celas.

Pra finalizar, creio que o mais relevante desses fatos todos das últimas semanas é a nossa responsabilidade. A responsabilidade das pessoas comuns, do “cidadão de bem”, esse que foi às ruas na terça feira (02) – meu aniversário aliás, por isso nem pude ir no paço municipal aqui da cidade – para cobrar a punição e a dureza na punição de um bandido. Como diz em nossa própria constituição que já é um lixo, “O poder emana do povo”… Nada mais correto que isso. Por décadas terceirizamos nossas responsabilidades, confiamos a políticos de esquerda e seus partidos uma responsabilidade que era nossa.

Imagem Avenida Paulista, frente ao MASP, 03/04/2018

Delegamos e terceirizamos decisões econômicas em relação as medidas contra as crises mexicana e asiáticas no fim dos anos 90 que enfraqueceram a nossa moeda, não nos cobramos e discutimos as privatizações do FHC como e de que forma seriam, as agências reguladoras criadas que sufocam o mercado e por fim os usuários. Também não nos movemos no mensalão confiando tudo na mão do STF e principalmente na mão de um ministro apenas. Não nos movemos com diversos e constantes casos de corrupção dos governos petistas.

Por anos e anos terceirizamos nossas responsabilidades de cidadão, jogamos nas mãos do estado, que ele mesmo se controlasse. Este, por sua vez, passou a nos controlar mais e mais nesses últimos 30 anos. Vejam como subiram nossos impostos, quantidade de cargos públicos, comissionados, como caiu a qualidade de nossa polícia e seu orçamento, como o funcionalismo público hoje suga quase todo nosso orçamento.

O Estado, é apenas uma abstração, que mesmo formado por pessoas, esses se protegem, se unem, se escondem, confabulam e vivem dele e por consequência, de todos nós. Temos nós de fiscalizá-los, nós temos de controlá-los, eles devem nos temer.

Nós somos o poder, nós somos o Brasil. Mesmo em pequeno número, você se movendo faz a diferença.

 

Artigo de Ricardo Luiz no projeto #VoluntáriosRENOVA

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia

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