OPINIÃO: Não é papel de uma corte brincar de Deus

Cortes inglesas, mais uma vez, colocam em risco uma vida inocente.

O ditado diz que errar uma vez é humano, permanecer no erro é burrice. Eu queria que esse fosse o caso das cortes inglesas, que as besteiras que vêm fazendo fossem resultado de pura inocência e não de uma canalhice imensurável, quase como se quisessem brincar de Deus. Tiram vidas inocentes não por ganância, não por falta de recursos, mas simplesmente porque querem.

Confesso que não tirei tempo para pesquisar outros casos, mas julgo os mais recentes como suficientes para ver a maldade da “justiça” da Inglaterra. No ano passado, o bebê Charlie Gard, de apenas 8 meses, estava internado com uma doença mitocondrial rara. A condição causava o enfraquecimento muscular e danos ao cérebro, e muitos médicos davam a vida do menino como finalizada ali.

A família, obviamente, não aceitou a notícia e iniciou uma campanha de arrecadação para bancar o tratamento do bebê, que resultou em mais de 1,2 milhão de libras (mais de 4,6 milhões de reais). Mesmo com outros hospitais se colocando à disposição e outros países oferecendo apoio, o juiz Nicholas Francis decidiu acabar com a vida dele, alegando que aquilo “era o melhor para ele”, como se os pais não soubessem o que é o melhor para seu próprio filho.

Menos de um ano depois, um caso muito semelhante coloca novamente as cortes inglesas em xeque. Alfie Evans, de 1 ano e 11 meses, também com uma condição degenerativa, foi sentenciado à morte pelas cortes inglesas. Os médicos, assim como no caso de Charlie, consideram sua vida como terminada. Um juiz também determinou que os aparelhos fossem desligados, a diferença é que, sem ventilação artificial já há dois dias, Alfie segue vivo e lutando.

O hospital pediátrico Bambino Gesù, em Roma – que havia oferecido tratamento ao bebê Charlie –, ofereceu ajuda à família de Alfie e ao bebê. O governo italiano já garantiu cidadania ao menino, jogando para escanteio quaisquer ilegalidades que possam vir a ser alegadas. Ainda assim, sem motivo, a “justiça” inglesa não autoriza a ida do menino para a Itália. Nem mesmo o pedido do Papa Francisco – que sempre aparece na mídia por suas declarações e, desta vez, sequer foi mencionado – foi suficiente para mudar a cabeça daqueles que insistem em brincar de Deus.

O mais triste de tudo é saber que a iminente morte de Alfie Evans será em vão, assim como foi a de Charlie Gard. Enquanto muitas pessoas lutam para que assassinos continuem vivos por merecerem uma segunda chance, movimentos “humanistas” se calam frente a morte de duas crianças inocentes. Qualquer discussão sobre aborto ou pena de morte não abrange metade da complexidade e gravidade desse caso, pois não há como questionar que há vida e não há como alegar que a criança cometeu algum mal. Querem assassiná-lo por se sentirem no direito, e negam aos pais e ao próprio menino o direito de defesa; de lutar pela própria vida.

Que Alfie e Charlie sejam lembrados não só em situações parecidas com as suas, mas que suas memórias permaneçam vivas e lembrem as cortes que, de uma vida inocente, só Deus pode decidir o caminho.

 

Artigo de João Guilherme no projeto #VoluntáiosRENOVA

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

2 Comentários

  1. Jose disse:

    É preciso esclarecer o que está por traz dessas decisões.
    Isso acontece pq a saúde é publica.
    É de graça para os cidadãos, inclusive os remédios, mas muito cara para o estado.
    Os juízes decidem pelo coletivo. É a norma lá. Gastar com uma vida por um fio o que daria para cuidar de 100, quebra o sistema.

    • Rasputin38 disse:

      Meu amigo,

      O problema NÃO é dinheiro. Eles conseguiram dinheiro e hospitais dispostos a bancar por conta deles. Foi o governo que simplesmente disse:

      “Deve morrer” seguido por qualquer desculpa que NEM retardado mental acredita.

      Eles foram PROIBIDOS de salvar a criança.

      NOJO DESSAS “AUTORIDADES”. ELES QUE MERECEM MORRER. ALIAS, MORRER É AINDA POUCO PARA ELES.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *