OPINIÃO: O coronelismo de Ciro Gomes

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Ele é a única alternativa real da esquerda à presidência, então é preciso saber quem ele realmente é.

Faltando mais ou menos 5 meses para as eleições deste ano, é muito provável que você já tenha pelo menos ouvido falar na figura de Ciro Gomes, mas caso não saiba quem ele é, existe uma fórmula que explica quem o pré-candidato é: reúna as besteiras e mentiras que Dilma falava + o cinismo da esquerda e sua capacidade de apoiar um condenado + a canalhice de alguém capaz de não assumir os crimes que cometeu e jogar a culpa na falecida esposa + um toque especial de totalitarismo e pronto, está feito o estrago.

Ciro vem de uma família com uma tradição um tanto curiosa. Enquanto em outros lugares o costume é passar lojas, empresas, fábricas e etc, adiante, a família Gomes é especializada em criar políticos. Disputando eleições desde 1890, em Sobral, CE, o grupo busca um patamar nunca antes alcançado: a presidência da República. Atualmente, a família possui dois membros no poder. O governador do Ceará, Cid Gomes, e o prefeito da cidade onde tudo começou, Ivo Gomes, ambos irmãos do pré-candidato em 2018.

O histórico da família não se limita às conquistas eleitorais, ele também passa por alguns escândalos envolvendo os Gomes, tendo o irmão prefeito sido acusado de compra de voto em 2016 e Ciro e Cid acusados, em 2010, de desviar R$ 300 milhões entre 2003 e 2009 num esquema que tirou dinheiro do Ministério de Integração Nacional, do qual Ciro foi ministro (2003-2006), e de prefeituras cearenses.

Mas não podemos esquecer que o foco desse artigo é Ciro Gomes, a Dilma Rousseff com estrela de coronel, que mandaria matar qualquer um que discordasse de suas pérolas e atitudes.

Entre as suas mentiras, a mais famosa é a de que ele teria tido um papel relevante, ou melhor, que teria sido um dos criadores do Plano Real quando, na verdade, Ciro só esteve no governo durante a fase da troca da moeda e todo o planejamento e prática foram feitos por Fernando Henrique Cardoso.

Se o envolvimento em escândalos como o do Ministério da Integração Nacional e o da Odebrecht e as suas mentiras, que para não tornar a leitura desse perfil do candidato cansativa me limitarei a deixar o link para a postagem com as melhores, não forem suficientes para fazer você desistir de qualquer interesse no candidato, então é hora de sacar a carta na manga.

Além de tudo o que foi citado anteriormente, Ciro é uma pessoa extremamente descontrolada, mesmo que para a mídia suas atitudes não passem de uma “elevação no tom”. Enquanto Jair Bolsonaro é denunciado por falar que uma mulher não merece ser estuprada, Ciro tem o direito de falar que receberia o juiz Sergio Moro “à bala” caso tivesse a audácia de enviá-lo à prisão. Não se trata do uso de uma força de expressão, mas de uma ameaça contra um juiz federal que foi tratada como um desafio pela grande mídia e pelos seguidores que já o tratam como alternativa certa da esquerda, como a turma do DCE (DCM) e do Catraca Livre.

Pensem: se uma pessoa tem a coragem de ameaçar uma autoridade, o que ela pode fazer com um mero mortal? Pois bem, existe um Ciro Gomes para essa situação também. Circulam na internet vídeos dele maltratando uma paciente na fila do SUS e sugerindo que ela “vá tratar sua mãe e deixe de conversa”, além de outro momento em que ele é flagrado xingando e partindo para cima de pessoas que supostamente estariam ameaçando a democracia em frente a sua casa. E ainda tem coragem de chamá-los de fascistas. Alguém fraco com o mínimo de poder sempre tende a abusar de sua autoridade.

Isto deve ser suficiente para mostrar que Ciro Gomes é figura velha na política e seus ideais não representam nada diferente do que vimos nos 13 anos de PT, são apenas uma versão mais extrema. Sua história marcada por mentiras, envolvimento em esquemas de corrupção e cheia de agressões contra autoridades e “cidadãos comuns” não pode ser esquecida. Ele deve ser tão desprezado quanto Lula, ou até mais que ele, por ter todas as características do ex-presidente e conseguir ser ainda mais totalitário.

O foco deve ser Ciro Gomes. Afinal, a desistência de Joaquim Barbosa tira a “esquerda leve” do páreo. Lula é passado e qualquer outro candidato da esquerda, como Manuela D’Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL), não é nada além de um fantoche para pintar que até “oposição” quer o petista concorrendo mesmo condenado.

Se mesmo se odiando eles irão se unir, então que a direita tenha a capacidade de fazer o mesmo. Com o diferencial de descartar os envolvidos em esquemas de corrupção, é hora de atenuar as divergências e aproveitar as convergências.

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