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OPINIÃO: O perigo do feminismo

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Assim como entre a Chapeuzinho Vermelho e o lobo-mau, as maiores vítimas são aquelas que o movimento diz defender.

Artigos sobre o feminismo e os efeitos que ele causa são vistos com cada vez mais frequência, mas não importa o quão atualizado você esteja, o movimento sempre consegue surpreender e causar mais dano às mulheres enquanto diz defendê-las.

As brincadeiras com o tema são muitas, mostrando que o movimento gerou um suposto “empoderamento masculino”, que resultou em um homem sendo premiado como melhor cantora do ano; uma “mulher” transexual, que cresceu e se desenvolveu como homem (atingindo 1,94m de altura e 88g) e com todas as características masculinas: ganhando massa da maneira que um homem ganha, produzindo testosterona como um homem, etc., teve a maior média de pontos da Superliga Feminina de Vôlei; a personagem mais aplaudida das novelas brasileiras foi uma mulher que queria passar por uma cirurgia de mudança de sexo e virar homem; lutadoras transexuais nocauteando mulheres no MMA e por aí vai.

Deixando as brincadeiras de lado, o que importa é o mal que o feminismo vem causando àquelas supostamente defendidas. E isso não ocorre pela tal “valorização” do homem, mas pela destruição dos espaços antes ocupados pelas mulheres por “estarem sendo usadas como objetos” e, principalmente, pela desvalorização do sexo feminino e sua moral.

Os casos mais recentes de prejuízo causado nos locais de trabalho são o da jogadora transexual Tiffany, citado acima, e o do fim das grid girls (garotas do grid) imposto pela Fórmula 1. No primeiro, o feminismo não acabou com o emprego de centenas, talvez milhares, de mulheres, mas as colocou em uma situação desfavorável. Alguns podem dizer que não é culpa desse movimento, mas sim da ideologia de gênero, como se ela não fosse apadrinhada pelo primeiro. O fato é que Tiffany vem quebrando recordes não por jogar bem (quantas vezes você ouviu falar da pessoa quando ainda era Rodrigo?), mas por ter uma força desproporcional à liga em que joga. Ostentando 160 pontos em 30 sets disputados e atingindo a marca de 39 pontos em uma só partida, ultrapassando a máxima anterior que era de 37, da jogadora Tandara, Tiffany foi autorizada pelo COI, entidade que era aplaudida por suas atitudes em favor de um esporte sem vantagens e trapaças, como apontado pela ex-jogadora e campeã olímpica Ana Paula, a permanecer na modalidade.

O outro caso, desta vez envolvendo a Fórmula 1, é ainda mais danoso ao espaço que as mulheres ocupam no mercado de trabalho. Em todas as corridas, várias e várias mulheres ficavam nas pistas e nos boxes exercendo uma função semelhante a das animadores de torcida. TODAS elas, sem qualquer exceção, estavam ali por vontade própria, ou pelo menos não estavam sendo forçadas pela administração nem nada do tipo. Estavam ganhando um bom salário, algumas conhecendo o mundo e, mais importante, estavam felizes por estarem trabalhando como pode ser visto nestas postagens de algumas das modelos:

I wasn’t going to get involved in this whole ban of grid girls debate as I felt all the girls were handling it great but…

Posted by Michelle Westby on Thursday, February 1, 2018

Caso você tenha lido o texto com pressa, deve estar se perguntando o que causou a demissão de todas essas mulheres. Certamente não foi o dinheiro, afinal a Fórmula 1 é a principal categoria do automobilismo mundial e mobiliza algumas centenas de milhões de dólares por ano; também não foi a infelicidade de todas elas, como pode ser atestado nesse print que contém postagens de várias agora ex-grid girls.

O que, então, causou a demissão em massa? O feminismo. O movimento considerou que as mulheres estavam sendo objetificadas e decidiu pressionar a organização para que as modelos fossem vetadas das provas. Feito. Centenas perderam o emprego por culpa de algumas que, por dor de cotovelo, decidiram fazer birra.

Não deve ser difícil concluir que o feminismo moderno não luta pelas mulheres em geral, mas pelo movimento. Como Olavo de Carvalho menciona no filme O Jardim das Aflições, “não existe direito sem prerrogativa de obrigação”. Esse é o coração do feminismo atualmente: lutar pelas vontades e “direitos” do movimento e quem for contrário que pague o pato, mesmo se for mulher. O caso Tiffany e os das lutadoras transexuais são exemplos da concorrência desleal que o feminismo está disposto a submeter às mulheres para manter a narrativa; o caso das modelos da Fórmula 1 mostra que não importa quantas podem perder o emprego, contanto que a vontade do movimento seja feita.

Não se surpreendam se, no futuro, acabarem com as revistas femininas, mulheres em comerciais e mulheres em qualquer cargo que não seja de liderança, afinal elas “não devem ser objetos submissos aos homens”.

 

Segundo artigo escrito pelo estudante de direito João Guilherme no projeto #VoluntáriosRENOVA

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