Português   English   Español

OPINIÃO: Os 300 do raio-que-os-parta

Você deve ter assistido o filme ou conhece alguns fatos a respeito de Esparta, a lendária e histórica cidade da Grécia.

De qualquer modo, me atrevo a resumir um pouco desta incrível história.

Em 480 a.C. o rei espartano recebeu um ultimatum do rei Xerxes: “água e terra” como símbolo de sua submissão. Como bom espartano, matou o emissário do rei persa e preparou-se para o inevitável.

Os persas somavam algo perto de 300.000 guerreiros contra os parcos 7.000 soldados de Esparta.

Opa, peraí! E os famosos “300 de Esparta”?!?

Calma, chegarei a eles.

Estrategista, o rei Leônidas dividiu suas forças e foi com 300 espartanos (pronto, estão aqui!) para o passo das Termópilas. Um lugar estreito, de fácil defesa e quase impossível ataque.

A bem da verdade, marcharam junto com ele mais uns 1500 homens entre tebanos, téspios e outros soldados.

O emissário do rei Xerxes havia prevenido Leônidas da força do exército de seu senhor que quando marchavam “faziam os chãos tremerem” e que “a chuva de flechas de seus arqueiros fazia com que os Céus escurecessem”.

Ao que Leônidas retrucou com a célebre frase: “melhor, combateremos à sombra”.

Bom, veio a guerra, a traição de um tal de Efialtes, muitas mortes, sangue derramado e… Xerxes ganhou a disputa. Fim.

Hoje, 2018, quase dois mil e quinhentos anos depois, temos o nosso estreito de Termópilas trasladado para a cidade de Curitiba, um exército de poucos fanáticos e muitos mercenários liderados por nenhum honroso rei e muito menos por honestos generais.

Eu vejo uma minoria histriônica comandar um gigante de 210 milhões de pessoas. São grupos escolhidos a dedo por uma elite podre que se acredita dona do poder e que são agraciados com milhares de reais para levantar suas bandeiras de fobias e “ismos” de toda espécie.

Eu vejo a mídia mainstream vomitar suas verdades mentirosas ao povo menos instruído e carente de desejos. De desejos de paz, de ordem e progresso, de harmonia, de família reunida em torno de uma mesa repartindo uma comida, não glamourosa, mas honesta e farta.

Eu vejo politiqueiros eleitos sabe-se lá de que maneira, e togados impostos à socapa subvertendo as Leis, a Ordem e a vontade popular a seu bel prazer. Transformando o bem-comum no Bem-Que-Quero-Mais.

Eu vejo o abandono de valores morais, do repúdio a vida, do desprezo à família, do descaso com a Educação, com a Cultura, com o sentimento de amor à Pátria.

Eu vejo uma maioria silente. Uma maioria que deseja o Bem, mas tem medo de encarar os gritos minoristas, as caras-feias, as ameaças rasas. Essas mesmas minorias que durante mais de três décadas construíram seus bunkers, camuflaram seus objetivos e se enraizaram no Poder.

Eu quero ver uma maioria que lute em Paz pelos seus direitos, que honre seus Deveres. E como no hino esquecido “não fuja a luta”. Seja ela qual for.

Eu quero uma maioria lutando pelo direito de seus filhos e netos. Sem preconceitos, sem bandeirolas imbecis, sem “ismos” idiotas, sem o crivo do politicamente correto.

Eu quero uma maioria que possa rir de piadas. Ser alvo de chacotas. E rir de si mesmo.

Meu pai, homônimo do rei espartano, se vivo fosse, gritaria a plenos pulmões:

“Esta terra é minha! É verde! É Brasil! É nosso! É do povo! Vão ao raio-que-os-parta.”

 

Artigo de opinião escrito pelo colunista Walter Barreto

 

Deixe seu comentário...

Veja também...

Newsletter Renova!

Preencha o formulário para assinar nossa newsletter.

Nome Email
newsletter