OPINIÃO: Ou ficar a Pátria livre, ou morrer pelo Brasil!

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Artigo do colaborador João Guilherme

Hoje é 7 de setembro de 2018, data em que comemoramos 196 anos da Independência do Brasil. Em 1822, após diversos conflitos políticos entre portugueses e brasileiros (para evitar repetições: Portugueses, neste texto, serão os que eram contrários à Independência, e brasileiros, os favoráveis), Dom Pedro I, às margens do Rio Ipiranga, bradou: “Independência ou morte!”

Ao contrário do que é ensinado nas escolas, a Independência não foi algo impopular ou feito pelas costas de Dom Pedro, pelo contrário, os brasileiros já demonstravam apoio ao regente desde o famoso Dia do Fico. Na verdade, o ato de separação de Portugal foi um movimento muito bem planejado por duas das mais brilhantes mentes presentes no país à época: Dona Leopoldina, a Imperatriz, e José Bonifácio, homem de confiança de Dom Pedro e que tinha em sua bagagem a vivência de momentos como a Revolução Francesa. A explicação é longa e cansativa para um texto (recomendo excelente série do Brasil Paralelo para quem quiser se aprofundar), mas, em suma, D. Leopoldina e Bonifácio tinham plena consciência do potencial de crescimento do Brasil, que seria ofuscado caso o país continuasse preso às amarras dos portugueses que não queriam perder a colônia os sustentava.

Embora talvez tenha dado a entender, o ponto principal do texto não é a Independência, mas a coragem daqueles que a realizaram. Enfrentar elites políticas – no sentido não-esquerdista da expressão – era tarefa desafiadora em 1822 e segue sendo nos dias atuais. Mesmo que muitos demonstrem ter tais intenções, são poucos aqueles que realmente bateram o pé e decidiram ir de frente contra aqueles que se achavam donos do país e que queriam mantê-lo na sucata. Lutar contra o que está enraizado não é como tentar tirar doce de criança, está mais para tentar tirar dinheiro das mãos de políticos corruptos: eles prefeririam rasgar o dinheiro a se desfazerem dele.

Nesta comemoração da Independência, as semelhanças compartilhadas entre 2018 e 1822 são muitas e algumas, infelizmente, são literais. O país aparentava dar sinais de vida, mas começou a cair quando pessoas que achavam ser donas dele deram início a um processo de submissão. Porém, para a nossa felicidade, homens e mulheres de bom coração decidiram agir para nos libertar das garras dos que queriam nos tomar. Assim como à época, não temos um herói, mas é clara a visualização de esperança em uma pessoa ou grupo que pode nos ajudar.

Por outro lado, embora felizes por enxergar uma pequena fresta de luz no fim do túnel, a infelicidade também se faz presente e encontra-se na atual literalidade de uma passagem que, pelo menos ao meu recordar, era apenas simbólica na época. “Independência ou morte!”, em 1822, foi um brado hiperbólico de afirmação da certeza que os brasileiros daquele tempo tinham de suas vontades. Hoje, “Independência ou morte!” é um fato real, como pôde ser visto no atentado ao candidato Jair Bolsonaro, homem que leva consigo a responsabilidade de ser a figura de maior representação aos brasileiros aspirantes a independentes de hoje.

O Brasil já não é mais império, mas esteve a um passo de voltar a ser colônia – não de uma nação, mas de um grupo que queria apenas explorar (no pior sentido da palavra) as nossas riquezas. O processo de Independência leva tempo porque não é apenas político, já que o povo precisa ter consciência de que está livre. Arrisco dizer que ele começou em 2015, mas não me atrevo a colocar uma data para acabar. O que importa é que 2018 é um ano chave para a nossa segunda Independência. E, se for da vontade do povo, 2022 poderá ser o ano da sua confirmação absoluta. Até lá, a literalidade se faz presente pois não é momento de se acovardar. Então, se em abril os nossos braços e peitos eram a muralha do país, até outubro, seguindo intenção dos inimigos – e usando outro trecho do Hino do Império -, ou ficar a Pátria livre, ou morrer pelo Brasil! 


Artigo do colaborador João Guilherme

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia.

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