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Organização de Direitos Humanos fecha escritórios na Nicarágua

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

Organização que se destacava no resgate de manifestantes feridos, detidos ou hostilizados durante protestos contra o regime de Daniel Ortega, anunciou neste domingo (5) que vai fechar seus escritórios no país.

A Associação Nicaraguense Pró-Direitos Humanos (ANPDH) alegou estar sofrendo sérias ameaças e assédio por parte de grupos armados ilegais.

A ANPDH “tem se visto ameaçada após ter recebido informação alarmante sobre a ativação de práticas ilegais de perseguição judicial e criminalização sem fundamento legal que o motive contra” seus ativistas, alertou a organização em um comunicado.

O grupo é dirigido por Álvaro Leiva e tem seu escritório central em Manágua. Ele também disse estar sofrendo “o assédio permanente de grupos armados não autorizados e ligações telefônicas com ameaças” nos escritórios.

Diante dessa situação, a ANPDH decidiu fechar seus escritórios como medida preventiva, “a fim de garantir a integridade física e a segurança dos nossos defensores”, destacou Álvaro Leiva.

No entanto, informou que continuará atendendo as denúncias de vítimas através da internet.

A ANPDH recebeu em julho o Prêmio Franco-Alemão de Direitos Humanos na Nicarágua em reconhecimento ao seu trabalho.

A organização denunciou a existência de uma “profunda crise” de violação dos direitos humanos na Nicarágua pela repressão aos protestos iniciados em 18 de abril, que segundo o grupo já deixaram um balanço de 448 mortos.

A cifra é maior à estimada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que informou na semana passada 317 mortos pela crise.

 

Com informações da Isto É

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