Ortega ignora pressão após massacres e faz festa por reconquista de Masaya

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O líder esquerdista da Nicarágua, Daniel Ortega, ampliou festividades pelo país para provocar opositores, muitos dos quais estão escondidos e planejando os próximos protestos.

Em meio a uma crise generalizada, matança de opositores, condenação internacional à repressão e pedidos para antecipação das eleições presidenciais para o começo de 2019, o líder do regime da Nicarágua, Daniel Ortega, deu início, nesta quinta-feira (19), às comemorações de 39 anos do triunfo da Revolução Sandinista que derrubou a ditadura de Anastasio Somoza.

Ortega estendeu as celebrações por uma semana – em outros anos durou apenas um dia – em uma tentativa de demonstrar força e provocar os opositores. Representantes das ditadura de BolíviaCuba e Venezuela vão marcar presença no evento.

De acordo com informações do Estadão:

Agências internacionais relataram que centenas de opositores de Ortega estão escondidos em casas seguras e planejando seus próximos passos e novas manifestações para forçar o presidente a renunciar.

O recuo estratégico da oposição ocorreu um dia após paramilitares que apoiam o governo e a polícia da Nicarágua invadirem e retomarem o bairro indígena de Monimbó, em Masaya, que se tornou símbolo dos protestos contra o presidente.

Policiais e paramilitares encapuzados percorreram a cidade em caminhonetes, enquanto outros limpavam as ruas de Masaya das pedras usadas nas barreiras montadas pelos manifestantes.

A pesquisadora do Instituto francês CNRS, Delphine Lacombe, declarou ao jornal RFI:

Para Daniel Ortega, é extremamente importante manter o país sob controle e acentuar sua política do terror. Nos últimos dias houve uma escalada da violência e para o presidente, é essencial manter a calma na cidade de Masaya, que é um símbolo.

Masaya foi a primeira cidade onde ocorreu a insurreição urbana, em fevereiro de 1978, contra Somoza. É também a cidade onde se fabrica bombas artesanais, é também a cidade onde Camillo Ortega (irmão de Daniel Ortega) foi morto. Em suma, é uma cidade carregada de simbolismo.

Segundo o secretário da Associação Nicaraguense Pró-Direitos Humanos (ANPDH), Álvaro Leiva, 200 habitantes fugiram pelas encostas da lagoa de Masaya perseguidos pela polícia por sua participação nos protestos:

Nesse momento, essas pessoas que se refugiaram nas encostas da lagoa de Masaya estão sendo perseguidas pela polícia e paramilitares, que estão usando cães para a sua busca.

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