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Venezuela: o centro do terrorismo islâmico na América Latina

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Em agosto de 2013, o jornal israelense Yedioth Ahronoth publicou que Imad Mughnieh instalou em Caracas – com a anuência de Hugo Chávez – um órgão de pesquisas especiais, comandando por Mughnieh, que seria responsável, entre outros, pelos atentados de 1992 e 1994 em Buenos Aires.

A primeira ação diz respeito a um atentado a bomba contra a embaixada de Israel, que deixou 29 mortos. O outro alvo foi a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), onde morreram 85 pessoas.

Vem de longe a história de colaboração da Venezuela com o Irã, incluindo o financiamento do terrorismo e a subversão ideológica.

Durante as presidências de Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad, os dois regimes estabeleceram empreendimentos comerciais e instituições financeiras na Venezuela, que usavam para lavar dinheiro iraniano, adquirir tecnologia e subornar altos funcionários venezuelanos.

A cooperação não parou nos bancos e nos negócios.

Caracas também ajudou Teerã a promover um antiamericanismo virulento em toda a América Latina.

Em 2004, Teerã estabeleceu o Centro de Intercâmbio Cultural Iran LatinoAmerica, ou CICIL, em Caracas.

O CICIL é administrado pelo Islam Oriente, uma fundação baseada no centro religioso iraniano de Qom e liderada por Mohsen Rabbani – o clérigo iraniano também implicado no atentado de 1994 contra o centro cultural judaico em Buenos Aires que matou 85 pessoas.

Os emissários de Rabbani usam a Venezuela como base operacional para suas atividades na América Latina, que incluem exportar a revolução iraniana, radicalizar muçulmanos locais, ajudar o Hezbollah a consolidar sua posição entre as comunidades libanesas do hemisfério ocidental e vincular movimentos sociais e políticos que compartilham o antiamericano do Irã.

Em fevereiro de 2017, agentes paraguaios encontraram cerca de 25 toneladas de moeda venezuelana escondida em sacos de pano e escondidas na casa de um comerciante de armas na cidade fronteiriça de Salto del Guairá, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

Dois dos suspeitos têm antecedentes criminais por contrabando de armas.

O dinheiro, principalmente em notas de 100 bolívares, havia sido deixado sem valor pela hiperinflação.

A Venezuela anunciou de repente que estava retirando as contas de circulação em dezembro de 2016, provocando uma corrida aos bancos (a data de corte era repetida desde então). Mesmo antes de saírem de circulação, as cédulas valeriam apenas alguns centavos de dólar cada, mas tinham uma qualidade redentora: são feitas com o mesmo papel produzido pelo fornecedor norte-americano para o US Bureau of Engraving and Printing.

Escolha preferida para a falsificação de moeda dos Estados Unidos.

Se transformadas em notas de US $ 100, os bolívares inúteis teriam, valeriam, de repente, 2 bilhões de dólares.

Os primeiros relatórios indicavam que o dinheiro estava destinado a ser comercializado no mercado negro em Ciudad Del Este, uma cidade fronteiriça paraguaia na Área da Tríplice Fronteira (TBA) da Argentina, Brasil e Paraguai.

As suspeitas de conexão com o narcotráfico do grupo terrorista Hezbollah também foram confirmadas por fontes locais. Funcionários da inteligência local confirmaram que agentes do Hezbollah na região estavam buscando por bolívares há meses.

Fica bem claro por que o Irã, o Hezbollah e a Venezuela se beneficiariam de tal esquema: sofrendo de um desastre econômico auto infligido, a Venezuela está ficando sem reservas de moeda estrangeira.

Transformar moedas sem valor em “verdinhas” ajuda a resolver esse problema.

O Hezbollah recebe uma comissão pelo trabalho e ganha influência política na Venezuela em troca de ajuda.

O Irã, como principal facilitador da conexão Venezuela-Hezbollah, favorece a injeção de bilhões de dólares falsificados na economia global, porque esse passo é prejudicial para o sistema financeiro dos EUA.

A aprovação de uma rede da Força Quds, que produz moeda falsa para alimentar a guerra civil do Iêmen, mostra que nessa área, como em muitas outras atividades ilícitas, o Irã se engaja inescrupulosamente em comportamento desonesto para promover seus representantes e atender às suas necessidades financeiras.

A apreensão dos bolívares – houveram várias na área desde 2015 – ilustra as possíveis repercussões de se prestar atenção insuficiente à crise fervente na Venezuela.

É um narco país fracassado, dirigido por um grupo de ideólogos antiamericanos gananciosos, em conluio com radicais islâmicos ligados ao Irã, o maior patrocinador estatal do terror no mundo.

Enquanto o regime de Nicolás Maduro governar em Caracas, a crise que está consumindo a Venezuela fortalecerá ainda mais os inimigos da Democracia.

Dias atrás o deputado de oposição, Américo de Grazia fez denúncias gravíssimas sobre a atuação e influência do Hezbollah na Venezuela.

O ditador Maduro implantou um projeto chamado “Arco de Mineração do Orinoco”, um projeto de mega-mineração para explorar 12% do território da Venezuela para obtenção de metais e minerais não renováveis.

De Grazia disse que o Hezbollah, assim como o Exército de Libertação Nacional – um grupo armado alinhado ao marxismo envolvido no contínuo conflito armado colombiano – está “explorando o projeto de mega-mineração para obter ouro”.

O político, que atua como deputado da Assembleia Nacional representando o estado mineiro de Bolívar, no sudeste da Venezuela, disse que o Hezbollah “controla várias minas especiais para financiar operações terroristas para o regime que serve”, em referência ao Irã.

Coincidentemente, Nicolás Maduro Guerra, filho do ditador Maduro é quem opera as minas de coltán (mineral composto de colombite e tantalite, preto ou marrom muito escuro, usado em microeletrônica, telecomunicações e indústria aeroespacial) em Parguaza, município Cedeño, ao sul de Caicara del Orinoco.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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