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Os policiais heróis que salvaram vidas no ataque em Campinas

Os policiais heróis que salvaram vidas no ataque em Campinas
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Enquanto o nome do atirador Euler Fernando Grandolpho está em todos os jornais, poucos sabem quem foram os dois policiais militares que neutralizaram o meliante, evitando um massacre ainda maior.

O especialista em segurança Bene Barbosa escreveu um artigo excepcional sobre o papel fundamental dos policiais para conter o atirador no site do jornal “O Livre“.

Renova reproduz o texto na íntegra logo abaixo:

O nome Euler Fernando Grandolpho está grafado hoje em milhares de sites, jornais, revistas e blogs. Em uma busca no Google aparecerão mais de doze mil citações. Esse é o homem que premeditou e, com duas armas ilegais, executou o ataque na Catedral de Campinas, deixando quatro mortos e quatro feridos. O assassino provavelmente estampará ainda a capa de várias revistas até este fim de semana.

Sargento Souza e Soldado Amaral… Viu esses nomes em algum lugar? Qualquer citação? Provavelmente não, afinal eles foram os heróis da história e, via de regra, a imprensa não gosta de heróis que empunham armas ou vestem fardas. Foram esse dois policias que imediatamente após ouvirem os primeiros disparos e gritos irromperam igreja a dentro, sem cobertura, sem reforço, empunhando suas armas sem saberem o que ou quem encontrariam lá dentro. Era apenas um homem, poderiam ser 10. Era uma pistola, poderia ser um fuzil. Fizeram exatamente o oposto do que nosso subconsciente comanda em momentos de perigo extremo e correram em direção a ameaça, abriram fogo contra o maníaco que, baleado, atirou na própria cabeça.

Podemos, infelizmente, contar os mortos e feridos com precisão, mas será impossível contabilizar o número de pessoas que eles salvaram da morte. O assassino tinha ainda um revólver municiado e mais munição para pistola 9mm – lembrando que se trata de um calibre restrito – com qual abriu fogo contra pessoas completamente indefesas. Esse é o problema do uso da arma para salvar vidas, quase sempre impossível precisar seus efeitos totais, ainda mais quando, para embasar suas narrativas desarmamentistas, a imprensa faz questão de estampar apenas manchetes do tipo “atirador mata quatro e se suicida em igreja”. Não, não é sem querer, é proposital e o professor John Lott fala extensivamente sobre isso em seu excelente livro Preconceito Contra as Armas.

Sempre que algo terrível assim acontece tenho que suprimir o meu consternamento para poder falar ou escrever sobre o ocorrido. Diferentemente dos desarmamentistas que, em júbilo, comemoram a morte de inocentes para pavimentar suas narrativas ideológicas, nós comemoramos quando vidas são salvas pelo bom uso das armas. Houve vidas perdidas, mas houve incontáveis vidas salvas graças aos heróis armados que em solo sagrado defenderam os indefesos. Provieram a defesa que nenhuma lei restritiva à posse e ao porte de armas pode garantir mesmo que minimamente.

Encerro por aqui, mas não sem antes deixar algo para que você pense: A lei não impediu que o assassino comprasse armas ilegais, portasse essas armas dentro de uma igreja e abrisse fogo contra pessoas indefesas. Havia policiais por perto que agiram rapidamente, mas e quando eles não estão lá?

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