Painel diz que ditadura da Venezuela comete crimes contra a humanidade

Um painel de especialistas internacionais independentes, convocados pelo secretário-geral da OEA, Luis Almagro, concluiu nesta terça-feira (29) que há “fundamento suficiente” de crimes contra a humanidade na Venezuela.

O painel recomendou encaminhar as evidências à Procuradoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) e afirmou:

Existe fundamento suficiente para considerar que foram cometidos crimes contra a humanidade na Venezuela, que remontam pelo menos a 12 de fevereiro de 2014.

Ao apresentar o relatório na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA), o painel recomendou a Almagro remeter a situação da Venezuela à Procuradoria do TPI e solicitar “a abertura de uma investigação sobre os crimes de lesa humanidade”.

De acordo com informações do BOL:

O relatório de 400 páginas e mais 400 de anexos identifica 131 vítimas de assassinatos ocorridos durante os protestos contra o governo de Nicolás Maduro desde 2014, “perpetrados por membros das forças de segurança do Estado e/ou os coletivos”.

“As táticas utilizadas demonstram claramente um padrão com a intenção de matar”.

Além disso, aponta 8.292 execuções documentadas desde 2015. “Esse dado alarmante demonstra ainda mais o caráter sistemático e generalizado do crime de assassinato”, disse.

Também afirma que 12.000 venezuelanos estão “arbitrariamente detidos, presos ou sujeitos a outras severas privações de liberdade física desde as eleições presidenciais de 2013”, nas quais Maduro foi eleito sucessor de Hugo Chávez.

Segundo o relatório, 1.300 pessoas foram ou ainda estão detidas por sua oposição ao governo.

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia