Papa Francisco defende acordo do Vaticano com a China

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Papa Francisco defende acordo do Vaticano com a China
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Enquanto a China continua perseguindo cristãos e destruindo igrejas, o Papa Francisco defende acordo entre a Igreja Católica e o regime comunista.


O papa Francisco defendeu nesta terça-feira (25) o acordo entre o Vaticano e a China, e adiantou que terá a última palavra sobre a nomeação dos próximos bispos do país asiático.

Trata-se da primeira declaração do papa sobre a histórica aproximação entre China e Vaticano, assinada em 22 de setembro e que abre o caminho à normalização das relações diplomáticas entre os dois Estados, rompidas desde 1951.

Em entrevista coletiva, o Pontífice declarou:

É um diálogo sobre os eventuais candidatos. As coisas são feitas com o diálogo. Mas Roma fará nomeações. O papa é quem nomeia. Isso está claro.

As próximas nomeações constituem um passo fundamental para a unificação das duas igrejas católicas que convivem nesse país comunista: a oficial e a clandestina.

‘E oremos pelos sofrimentos daqueles que não entendem ou que passaram tantos anos na clandestinidade’, acrescentou o pontífice.

O acordo, cujo conteúdo não foi divulgado e que é “provisório”, afundou na incerteza os milhões de católicos chineses fiéis à chamada “Igreja clandestina”, que obedece ao papa de Roma, mais do que a Igreja “oficial” submetida ao regime, pelo qual o pontífice quis recordá-los.

 

Adaptado da fonte AFP

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