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Paramilitares aterrorizaram indígenas na fronteira Venezuela-Brasil

Paramilitares aterrorizaram indígenas na fronteira Venezuela-Brasil
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Centenas de manifestantes, muitos deles indígenas da etnia pemon, enfrentaram a Guarda Nacional e os paramilitares chavistas para terem acesso a ajuda humanitária.

Santa Elena de Uairén é um pequeno município de 20 mil moradores do Estado de Bolívar, no sul da Venezuela, na fronteira com o Brasil.

A cidade sempre foi conhecida como um destino turístico: aventureiros passam por lá porque ela serve como entrada para a chamada Savana Grande, um gigantesco cerrado com cachoeiras e matas tropicais de galeria, um dos principais destinos turísticos da Venezuela.

Entretanto, desde a última sexta-feira, Santa Elena se tornou o epicentro da repressão mais dura do chavismo contra a tentativa de entrada da ajuda humanitária no país.

Os ataques das forças de segurança do ditador Nicolás Maduro deixaram quatro mortos e dezenas de feridos confirmados, apesar de uma outra fonte indicar a morte de pelo menos 25 manifestantes.

Os índios pemons e seus caciques já tinham tido atritos com militares da Venezuela recentemente por causa das atividades da mineração. Muitos oficiais chavistas querem ter o controle dos garimpos e por isso agridem e chantageiam os pemons, informa o jornal EL PAÍS.

Com relação aos protestos do último fim de semana, dezenas de ônibus, picapes e caminhonetes da polícia começaram a chegar em Santa Elena.

Os moradores comentavam que se tratava de “coletivos”, esquadrões de civis armados e organizados pelo chavismo, enviados de outras regiões do país e que foram acolhidos nas instalações militares da região.

Os paramilitares, segundo esses relatos, realizaram parte importante da repressão durante o sábado, dia 23 de fevereiro.

Nesta segunda-feira (25), durante entrevista com jornalistas após reunião no Grupo de Lima, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo afirmou que milícias ligadas ao ditador Maduro foram as principais responsáveis pelas mortes nas manifestações do povo venezuelano, como noticiou a RENOVA.

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