Parlamento da África do Sul expulsa brancos de suas terras

O Parlamento sul-africano aprovou proposta dos Combatentes pela Liberdade Económica (EFF), pequeno partido fundado por Julius Malema, mas com apoio do Congresso Nacional Africano (ANC), para expropriar fazendeiros brancos de suas terras sem nenhum tipo de compensação.

O passo foi dado semanas depois de Cyril Ramaphosa ter assumido o poder após a renúncia de Jacob Zuma imposta pelo Congresso.

O parlamento justificou o fato alegando que a minoria branca, numa clara consequência do regime do apartheid que vigorou na África do Sul entre 1948 e 1992, ainda é detentora da esmagadora maior parte das terras no país.

A proposta do partido extremista de esquerda EEF foi aprovada na terça-feira (27) e não causou muita surpresa. Afinal, o novo presidente da África do Sul já havia prometido acelerar o processo de transferência de terras das mãos dos fazendeiros brancos para os novos proprietários negros, embora tenha destacado a exigência de não ser colocada em risco a produção de alimentos nas fazendas.

Processo semelhante foi levado a cabo na nação vizinha Zimbabué com consequências trágicas. Hoje, mais de 10 anos depois, o país ainda está mergulhado numa profunda crise depois que o ex-ditador Robert Mugabe retirou as terras dos fazendeiros bracos para entregar aos negros.

Com informações de: [PdA]
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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