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Parte das Forças Armadas segue insatisfeita com Celso de Mello

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“A honra é um valor militar muito forte. Isso a fere e pode criar fatos desnecessários”, diz general da reserva sobre decisão do STF.

As relações das Forças Armadas com o Supremo Tribunal Federal (STF) não estão nada amigáveis, principalmente desde que o ministro Celso de Mello deu ordem para ouvir três ministros militares como testemunhas. 

Celso de Mello é relator da investigação que apura as acusações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro de que o presidente da República, Jair Bolsonaro, estava interferindo politicamente na Polícia Federal (PF). 

O magistrado do STF convocou os generais Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Walter Braga Netto (Casa Civil) a prestar depoimento. 

Na convocação, Celso de Mello fez questão de pontuar que, caso eles se recusassem a depor em um dia predeterminado, estariam sujeitos, como qualquer cidadão, a comparecer “debaixo de vara”.

Internamente, o meio militar não recebeu a mensagem como uma mera expressão jurídica, mas sim como uma intenção clara de provocar e constranger o presidente Bolsonaro e seus auxiliares do Palácio do Planalto. 

“Dentro da reserva e da ativa, todos se enfureceram. Fazer isso é uma ofensa à instituição. Se mandou falar como testemunha, tudo bem, vai sem problemas. A gente está acostumado a obedecer, mas não a levar desaforo. Aí não dá”, disse um importante oficial à revista Veja.

Em entrevista ao jornal Estadão, mais de uma semana atrás, o deputado federal e general de reserva Roberto Peternelli (PSL-SP) vocalizou o sentimento da ala militar: 

“Isso ofende a todos os militares, em especial aos do Exército. Ameaçar três militares de vida ilibada, de serem conduzidos sob vara, e todos lerem esse despacho. A troco de quê? A honra é um valor militar muito forte. Isso a fere e pode criar fatos desnecessários.”

A revista Veja ainda citou outro oficial ligado à cúpula do Exército Brasileiro:

“Ao invés de prejudicar o governo, como o ministro queria, acabou facilitando a posição dos apoiadores do presidente. As forças começam a olhar ao Supremo e a se questionar: ‘Será que eles têm razão?’. Isso é muito perigoso.”

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