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Partido da Bélgica quer criar um “Estado islâmico” dentro do país

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Pela segunda vez em seis anos, o Partido Islâmico da Bélgica irá participar das eleições municipais no país.

A principal proposta do partido é criar um Estado Islâmico dentro do território belga e colocar a Lei de Sharia acima da legislação “secular” em vigência no país.

Redouane Ahrouch, o fundador do partido, disse ao jornal HLN:

Nosso objetivo é um Estado 100% islâmico, mas não significa que vamos obrigar o uso do véu. Ao estabelecermos a lei de sharia, queremos seguir o caminho do profeta [Maomé] e do Alcorão.

O partido aposta na elevação contínua no número de muçulmanos vivendo na Bélgica. Eles já são 6% da população. Na eleição de 2012, o partido elegeu dois de seus candidatos como prefeitos. Este ano participará em 28 municípios.

De acordo com informações de Jarbas Aragão no portal Gospel Prime:

Ahrouch diz que deseja alcançar os objetivos do partido “sem violar a constituição belga”. Contudo, não está claro como ele fará isso, já que o partido defende, por exemplo, a separação de homens e mulheres no transporte público.

O secretário de imigração da Bélgica, Theo Francken, declarou recentemente que o partido “o enoja”. Em sua conta do Twitter ele escreve: “Um partido político chamado ‘ISLÃ’ está crescendo na Bélgica. Eles pedem abertamente a adoção da lei da sharia. A sharia viola os direitos humanos, portanto, os partidos islâmicos são antidemocráticos. São lobos em roupas de ovelha”.

Também declarou que esse era “um exemplo clássico de taqqiya [mentira em nome da religião].”

Na Bélgica sempre há candidatos muçulmanos concorrendo por partidos de esquerda e a proposta de criação de um Estado Islâmico poderia atrair todos os eleitores muçulmanos.

A proposta de separação de um país europeu em dois, dando autonomia para sua população islâmica ser governada pela sharia já foi apresentada na França. Embora não tenha sido levada adiante, mostra que a aposta dos muçulmanos é se organizarem politicamente e conquistar espaços. Na Inglaterra eles já elegeram o prefeito de Londres. Atualmente, seis deputados do Parlamento europeu defendem abertamente a agenda islâmica.

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