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Paulo Guedes e o clube dos Chicago Boys

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, se cercou de nomes ligados à Universidade de Chicago. A instituição de ensino norte-americano ajudou a moldar seu pensamento liberal.

Na nova equipe econômica do futuro governo Jair Bolsonaro, há pelo menos outros três Chicago Boys:

  • Joaquim Levy comandará o BNDES;
  • Rubem Novaes, o Banco do Brasil;
  • Roberto Castello Branco, a Petrobras.

O termo “Chicago Boys” surgiu como apelido de jovens chilenos que estudaram na instituição e implantaram reformas liberais durante os anos 1970, durante a ditadura de Augusto Pinochet.

Em linhas gerais, o receituário liberal de Chicago defende menos intervenção do Estado na economia.

Rubem Novaes já sinalizou que a orientação é enxugar e se desfazer de ativos do BB. Castello Branco é crítico da política que segurou artificialmente os preços dos combustíveis, adotada durante os governos do PT.

 

Universidade de Chicago

A Universidade de Chicago começou a ganhar força e ter o perfil liberal que lhe deu relevância nos anos 1940.

A instituição ganhou destaque como contraponto à política keynesiana — teoria do inglês John Maynard Keynes — do pós-guerra, que previa mais intervenção na economia.

Os alunos da Universidade passam a integrar um restrito clube, o que ajuda a explicar as escolhas de Paulo Guedes para formar seu time.

Eduardo Rubini, ex-presidente da organização de brasileiros da universidade, brinca:

É um clubinho bem fechado. Não é uma coisa arrogante, mas o pessoal é bem ligado. Se tiver a chance de trazer uma pessoa de Chicago, o fará antes de qualquer outro.

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