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Paulo Guedes será responsável pelo “superministério” da Economia

Paulo Guedes será responsável pelo "superministério" da Economia

O economista Paulo Guedes, indicado para ministro da área econômica do governo de Jair Bolsonaro, disse nesta terça-feira (30) que a área econômica terá apenas uma pasta: a da Economia.

A estrutura do Ministério da Economia englobará Fazenda, Planejamento, e Indústria e Comércio Exterior.

Com esta manobra, o presidente eleito Jair Bolsonaro deixa claro que quer honrar sua promessa de campanha sobre a redução de ministérios.

Segundo informações do futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-SC), nesta terça-feira (30), o número máximo de pastas do governo Bolsonaro será 16, conforme noticiou a Renova Mídia.

A união dos ministérios da Fazenda e da Indústria e Comércio foi criticada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e por outras entidades do setor.

Questionado sobre as críticas do setor, Paulo Guedes declarou:

Interessante. No programa, os três já estavam juntos. Foi criticado pelo setor? Pelos industriais? Está havendo uma desindustrialização há 30 anos. Nós vamos salvar a indústria brasileira, apesar dos industriais.

A crítica do economista se refere ao que ele considera um excessivo lobby por benefícios fiscais e proteção contra o mercado externo. Ele continuou:

Os impostos são muito altos, a complexidade burocrática, os juros muito altos. O que aconteceu é que o Ministério da Indústria e Comércio acabou se transformando em uma trincheira da Primeira Guerra Mundial, defendendo subsídios, desonerações, coisas que prejudicam a indústria brasileira. É evidente que não vamos fazer uma abertura abrupta da economia para fragilizar a indústria brasileira. Vamos retomar o crescimento da indústria garantindo juros baixos, a desburocratização.

 

Adaptado da fonte Globo
Tarciso Morais

Tarciso Morais

Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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