PCC em busca de dominar tráfico de drogas na maior favela do Rio

Um diálogo telefônico entre membros do PCC comprova que a facção paulista firmou uma aliança com o traficante Nem da Rocinha em busca de dominar o tráfico de drogas na maior favela do Rio de Janeiro.

A informação consta na denúncia da Operação Echelon, do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), que acusou 75 pessoas pelo crime de organização criminosa por integrarem o PCC.

A denúncia de 569 páginas é assinada pelo promotor de Justiça Lincoln Gakyia, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Às 12h12 de 15 de setembro do ano passado, o membro do PCC Noaby Vinícius Silva Sousa, conhecido como Terrorista, usou um celular em sua cela na prisão de Morrinhos (GO), para falar com sua mulher, a acusada Flávia Magalhães Monteiro.

Durante a conversa, Terrorista lê uma carta em que estão escritos os dizeres “Fora Rogerinho”“Fora Sub 2”, em referência ao traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, ex-guarda-costas de Nem da Rocinha. Ele assumiu o controle do tráfico na favela, após a prisão do ex-patrão, em 10 de novembro de 2011. Nem atualmente está detido no presídio federal de Porto Velho (RO).

Hoje mais troca de tiro dentro da Rocinha e o… amigo ajudando o Nem. Esse Nem está com nóis [sic] né? Apoiamos o Nem”, afirma Terrorista, de acordo com transcrição contida na denúncia do MP paulista.

Terrorista faz parte da cúpula da “Sintonia Geral do Interior do Estado de Goiás”. Cada comando específico do PCC é chamado de sintonia – ou seja, ele é um dos líderes goianos da facção. Com a função de “cadastreiro”, ele é responsável pelo cadastramento de novos membros da facção no sistema prisional de Goiás. Já Flávia agiria como uma espécie de “pombo-correio”, afirma o MP-SP.

 

Com informações de UOL
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia