PCC se une com quadrilhas do RJ para tomar tráfico na Rocinha

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Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Principal grupo criminoso de São Paulo faz aliança com nova organização criada nos presídios fluminenses com apoio de ex-chefe do tráfico na comunidade.


De acordo com informações do G1:

A [quadrilha] TCA-1533 começou a se desenhar quando, em 2016, integrantes do PCC romperam a parceria com o Comando Vermelho, considerada a maior facção carioca. Na ocasião, 120 detentos de São Paulo que cumpriam pena em três presídios pediram a transferência para unidades chamadas de “neutro”. Todos dividiam unidades com o CV.

Por determinação do então subsecretário Sauler Sakalem foi tomado um procedimento diferente: os presos do PCC foram enviados para Bangu 4, onde ficam os detentos da ADA. O acordo entre as duas facções se consolidou.

Criminosos em liberdade e parentes passaram a ir morar em comunidades dominadas pela ADA como o Morro de São Carlos, na região central do Rio, e a favela da Rocinha, na Zona Sul.

Em setembro, apareceu um indício de que a união entre TCP e ADA já estava encaminhada: o agente penitenciário Marcelo Aparecido de Lima foi preso pelo Ministério Público estadual guardando dinheiro das duas facções no presídio Carlos Tinoco, em Campos, no Norte Fluminense. Marcelo responde a processo preso.

Entre outubro e dezembro do ano passado, a movimentação de presos chamou a atenção dos órgãos de inteligência da Secretaria de Segurança e da PF: 840 presos solicitaram a transferência de Bangu 4 para a Lemos de Brito, cadeia do TCP. Novamente sem questionamentos das autoridades, todos foram transferidos.

A Seap informou que as transferências são determinadas pelo Subsecretário de Gestão Operacional da pasta. O Secretário de Estado de Administração Penitenciária, David Anthony Gonçalves Alves, admitiu que o número de transferências impressiona.

“É um número alto que me impressionou. Estou reunindo o ‘staff’ para que o quantitativo de transferências seja controlado e que estas só aconteçam por um motivo justificado. A rotina de incluir os dados de transferências da porta de entrada para as demais unidades será desconsiderada, pois assim aumentará o controle e transparência. Essa inclusive foi uma das demandas apresentadas na primeira reunião com a Defensoria Pública”, afirmou.

Em 2016, mais de 65 mil transferências foram realizadas, contando os ingressos nas portas de entradas do sistema penitenciário e posterior deslocamentos para outras unidades prisionais, além de transferências para hospitais penitenciários.

A Seap investiga se houve irregularidades nas transferências, que juntaram itegrantes de ADA e TCP, e de PCC e ADA.

Leia a continuação da matéria clicando AQUI.

 

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