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Peritos federais defendem voto eletrônico e impresso

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Peritos criminais federais têm participado dos testes feitos nas urnas eletrônicas e defendem que o voto impresso seja adotado na eleição de outubro.

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), que representa uma das carreiras da Polícia Federal, pediu ao STF para atuar como interessada na ação que discute a legalidade da adoção do voto impresso a partir das eleições deste ano, segundo registrado pelo O Antagonista.

Como informamos mais cedo, o tema deve ser analisado pelo Supremo na quarta-feira (6), mas o pedido da associação está com Gilmar Mendes, que pode tomar uma decisão ainda nesta segunda.

Segue abaixo, com mais detalhes, a posição da APCF sobre o voto impresso, assinada pelo presidente da entidade:

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) requereu ingresso como amicus curiae na ADI 5889, movida pela procuradora-geral da República contra um dispositivo que tem como objetivo aumentar a segurança do processo de votação, que é o voto impresso.

A APCF representa a carreira da Polícia Federal que tem participado dos testes nas urnas. O ingresso da entidade na ação tem dois objetivos principais. O primeiro deles é deixar claro que a adoção do voto impresso significa o aperfeiçoamento da votação eletrônica, como determinado pela reforma eleitoral de 2015.

Após a conclusão da votação na urna eletrônica, deve ser impresso um comprovante para o eleitor conferir se o sistema registrou seu voto corretamente. O eleitor apenas lê o comprovante através de um visor, ainda na cabine de votação secreta, sem ter a possibilidade de tocar o papel ou levá-lo para casa.

O segundo propósito do ingresso da APCF na ação é explicar que todo e qualquer sistema unicamente eletrônico está sujeito a falhas e, por isso, a incorporação de um componente analógico de auditoria (o comprovante impresso) aumenta de forma substancial sua segurança. Essa é uma constatação prática que orienta a segurança da informação no mundo todo.

Nos últimos anos, diversos testes realizados pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontraram falhas na urna, que já foram corrigidas. Essas brechas foram encontradas por pessoas altamente capacitadas trabalhando em situações favoráveis. Isso não quer dizer que alguma falha possa ter ocorrido nas eleições anteriores, mas mostra que é real o risco de problemas no futuro. É preciso, portanto, mitigá-los. Trata-se de uma atitude eficiente e alinhada com a aspiração de desenvolvimento democrático do país.

Marcos Camargo, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF).

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