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PGR denuncia deputado do PC do B por divulgar ‘fake news’

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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O deputado federal Chico Lopes (PC do B) e dois publicitários poderão pagar indenização por dano moral como alternativa à ação penal por produzir fake news para prejudicar candidato.

De acordo com informações de O Antagonista:

Segundo a Procuradoria, Lopes e dois assessores publicaram ao longo de 2016 mensagens na página de FB “Caiçara Revoltado”, imputando ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa, do PSDB, fatos ofensivos à sua reputação.

Após a quebra de sigilo telemático, verificou-se que os IPs por meio dos quais a página era acessada eram da Câmara e estavam cadastrados em nome de Lopes.

Segundo a PGR, o objetivo dos ataques a Barbosa era beneficiar Carina Vitral, ex-presidente da UNE e também filiada ao PC do B, que disputou com o tucano (e perdeu) a eleição santista em 2016.

O jornal Gazeta do Povo explica o sistema que levou à Procuradoria Geral da República a fazer a denúncia contra o deputado Chico Lopes:

A PGR também denunciou os publicitários Mauro Guimarães Panzera, que prestava serviços de publicidade ao PC do B, e Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani, assessor de comunicação de Chico Lopes na época da campanha eleitoral.

A investigação da PGR também apontou que o pagamento para publicações pagas ao Facebook foi feito por contas de cartão de crédito pertences a Lopes, Panzera e Cantizani.

Cantizani disse à PGR que foi assessor de Lopes de julho de 2009 a janeiro de 2018 e que fez o pagamento no Facebook “para angariar curtidores”. Confirmou que foi o responsável pela criação da página “Caiçara Revoltado” e que Panzera também tinha acesso ao perfil. Panzera afirmou que é contratado de Lopes e presta serviços de publicidade ao PC do B por meio de uma agência de propaganda, a Grito.

A assessoria de comunicação do deputado Chico Lopes enviou nota para a Renova Mídia por e-mail explicando a situação:

O deputado federal Chico Lopes não praticou nenhuma ação ilícita, não criou nenhum perfil, não publicou nem autorizou a publicação de nenhuma informação, muito menos “fake news”, relacionada a nenhuma campanha eleitoral de município dentro ou fora do Estado do Ceará, nas eleições de 2016. Assim que solicitado, o parlamentar já prestou as informações necessárias para o pronto e completo esclarecimento do caso, comprovando que jamais praticou qualquer ilícito – penal ou eleitoral – contra qualquer pessoa.

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