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Polícia apura morte de eleitor de Bolsonaro espancado por petistas

Polícia apura morte de eleitor de Bolsonaro espancado por petistas

A polícia do Ceará apura as circunstâncias da morte do comerciante Valdenir Mendes Cirino, eleitor de Jair Bolsonaro agredido, segundo sua família, por militantes do PT.

A família e os amigos de Valdenir Mendes Cirino cobraram investigação sobre a morte do vendedor, que foi vítima de espancamento em Fortaleza. A agressão aconteceu no dia 11 de outubro. O corpo foi sepultado no último domingo, 22, em Pacatuba.

De acordo com a esposa, que está grávida de três meses, Valdenir saiu de casa naquela quinta-feira para aproveitar algumas promoções, pois vendia livros na Praça dos Leões. Quando voltou para casa estava com vários hematomas. Ele relatou que voltava da Praça dos Leões a pé quando foi abordado, na avenida 13 de maio, por grupo que fazia panfletagem do candidato Fernando Haddad (PT).

Ele recusou o material de campanha. Conforme relato dele à esposa, Valdenir disse aos que panfletavam que votaria no candidato Jair Bolsonaro (PSL). Conforme a mulher conta ter ouvido dele, houve discussão, o grupo entrou em luta corporal e o vendedor foi ferido.

Ela relatou que levou o marido, no mesmo dia, para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bom Jardim e que foi orientada a levá-lo ao Hospital de Messejana.

Com dores, ele foi várias vezes à UPA e ao hospital. Ia, era atendido, liberado e voltava quando sentia dores novamente. Valdenir passou por exames de raio-X, eletrocardiograma, hemograma. Mas seguia sentindo dores no tórax.

Desde o espancamento, o vendedor estava sofrendo com dores. De acordo com uma vizinha que ajudou no socorro, o nariz de Valdenir tinha constante sangramento. No vômito também havia sangue.

No sábado, 20, Valdenir foi novamente à UPA, mas chegou morto à unidade. A esposa diz que foi informada pelos profissionais que o marido sofreu parada cardiorespiratória. O laudo cadavérico, que ainda não saiu, deve indicar a causa da morte.

Conforme a mulher, Valdenir chegou a pedir perdão a ela pela discussão. “Eu estou grávida e ele ficou preocupado”. As filhas do vendedor têm seis, 15 e 19 anos de idade. A renda da família vinha do trabalho dele como vendedor de livros. A companheira trabalha em casa, fazendo costuras.

 

Adaptado da fonte O POVO

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