Policiais fardados tietam Jair Bolsonaro em campanha

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Foto: Lincon Zarbietti / Folhapress
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

UOL publicou uma reportagem com críticas aos policiais militares que demonstraram publicamente intenção de votar no candidato presidencial Jair Bolsonaro (PSL).


A reportagem do “UOL” acompanhou a passagem de Jair Bolsonaro por oito municípios (Presidente Prudente, Araçatuba, Glicério, José Bonifácio, São José do Rio Preto, Jaci, Catanduva e Barretos) e flagrou diversas manifestação de policiais militares a favor do candidato do PSL.

O primeiro exemplo de PMs tietando o capitão do Exército aconteceu no município de Jaci.

Bolsonaro acabara de almoçar em um restaurante no município de Jaci (SP) na última sexta-feira (24). Do outro lado da calçada, dois policiais militares aguardavam o candidato do PSL, que é capitão da reserva do Exército.

Fardados e armados, eles logo abriram um sorriso quando Bolsonaro atravessou a rua para cumprimentá-los. Um dos agentes, identificado como capitão Cavalari, não tirava a mão do fuzil que levava a tiracolo. Os dois queriam ser fotografados ao lado do deputado federal. Logo, outros oito policiais se enfileiraram. Com o candidato no centro, posaram de braços cruzados –exceto o que exibia a arma.

Bolsonaro em Jaci (SP) | Foto: Reprodução/UOL

Outro exemplo citado pela matéria da UOL aconteceu em Barretos:

À noite, Bolsonaro deixava o Parque do Peão de Barretos, onde foi ovacionado ao montar um cavalo na arena de rodeios, quando cruzou com um ônibus da Polícia Militar que transportava policiais para a festa.

Aplaudido e saudado das janelas pelos agentes como “mito”, alcunha que ganhou dos apoiadores, o candidato entrou rapidamente no veículo acompanhado do deputado federal Major Olímpio, candidato do PSL ao Senado em São Paulo, que é da reserva da corporação. Ao se ver filmado pela imprensa e por sua equipe de campanha, Bolsonaro pediu: “não faz imagem não”.

A legislação eleitoral proíbe agentes públicos de “ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis [como ônibus, por exemplo] pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos territórios e dos municípios”. A única exceção vale para a realização de convenções partidárias.

A ligação de Bolsonaro com as forças de segurança é ressaltada por ele em discursos no qual promete valorizar as polícias civil e militar além de pleitear “excludente de ilicitude” para os casos em que agentes matem alguém em serviço.

Bolsonaro tem dito que quem matar “vagabundo” deve ser condecorado e não processado.

A Polícia Militar, por meio de sua assessoria de imprensa, solicitou à reportagem do UOL que fossem enviadas imagens que embasassem o relato da tietagem, o que foi feito pelo jornal.

Em nota, a PM informou que as fotos e vídeos fornecidos “serão alvo de apuração por parte do comando da região nos termos do Regulamento Disciplinar”, sem apontar possíveis irregularidades ou sanções. O texto passou a valer em 2001 depois que a lei que o instituiu foi sancionada pelo então governador, Geraldo Alckmin (PSDB), que também concorre à Presidência.

Um trecho do regulamento estabelece que “aos militares do Estado da ativa são proibidas manifestações coletivas sobre atos de superiores, de caráter reivindicatório e de cunho político-partidário”.

 

Adaptado da fonte UOL

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