Polônia corta financiamento estatal para organizações feministas

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O governo conservador da Polônia está cortando os fundos enviados para organizações feministas. Os grupos denunciam ataque do Executivo às entidades que lutam pela igualdade.

Há mais de um um ano, o Centro para os Direitos das Mulheres da Polônia perdeu as subvenções do Estado.

Depois de revisar o financiamento público das ONGs, o governo conservador do partido Lei e Justiça (PiS) considerou que os programas da entidade eram discriminatórios.

O governo da Polônia entendeu que a famosa organização e outro punhado de entidades feministas similares discriminavam os homens porque só atendiam mulheres.

“É mais um capítulo da perseguição do PiS aos direitos das mulheres”, afirma a conhecida ativista feminista Marta Lempart.

Apesar das denúncias das feministas, vários membros do Governo do primeiro-ministro Mateusz Morawiecki garantiram que as mulheres polonesas são tratadas “com muito mais respeito” que em outros países da União Europeia.

No entanto, não surpreende ninguém que o governo direitista polonês esteja sendo demonizado pelas ativistas do movimento feminista. Afinal, os programas de educação sexual foram eliminados das escolas e substituídos por conteúdos de apoio à família.

Também foi limitado o acesso a métodos contraceptivos e houve um corte do financiamento público à reprodução assistida.

Além disso, com o apoio do partido governista, o Parlamento polonês debate atualmente um projeto de lei que endurece a lei do aborto no país, uma das mais restritivas da UE. É o terceiro projeto nessa mesma linha em três anos.

Outro fator que causa indignação das feministas da Polônia contra seu governo é a forte conexão do partido governista com a Igreja Católica.

“Os direitos das mulheres polonesas estão sob constante ataque e isto se deve fundamentalmente à conexão entre o Governo populista e a Igreja Católica, com a qual tem uma dívida por seu apoio nas eleições”, critica a feminista Lempart. “E estão pagando essa dívida com os corpos e as liberdades civis das mulheres”, acrescenta.

 

Com informações do El País

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