Especialistas alertam que potências se preparam para guerra

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O IISS é uma organização independente sem fins lucrativos que utiliza a análise do equipamento militar de diferentes países para estabelecer tendências de defesa no plano das relações internacionais.

O diretor-geral do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), John Chipman, disse nessa quarta-feira (14/02):

Embora a guerra entre grandes potências não seja inevitável, grandes potências militares como Rússia, Estados Unidos e China estão se preparando para a possibilidade de um conflito.

Com esta introdução, o IISS apresentou sua análise anual sobre as capacidades militares e a economia de defesa de 171 países, que neste ano acentua o crescimento militar da China e remarca o risco que representa para a hegemonia americana.

Os resultados dos investigadores neste ano destacaram o desenvolvimento na China de aviões-caças e de mísseis de ataque aéreo (AAM, por sua sigla em inglês) que poderiam estar prontos para 2020, como tinha planejado o regime de Xi Jinping.

Se for assim, apontou Chipman aos jornalistas, o gigante asiático poderia arrebatar o monopólio americano neste tipo de aeronaves militares e se transformar em um dos poucos países do mundo com mísseis AAM.

A combinação de ambos fatores, explicou Chipman, evidencia que tantos EUA como seus aliados “não podem seguir assumindo a dominação no campo aéreo da qual se beneficiaram durante as últimas três décadas“.

Além disso, os especialistas do IISS destacaram que só nos últimos quatro anos, a China produziu uma tonelagem de navios e auxiliares de guerra significativamente superiores que a tonelagem total da marinha francesa hoje em dia, o que mostra que o aumento da capacidade militar chinesa não se limita ao seu exército aéreo.

Apesar destes números, durante a entrevista coletiva a vice-diretora do Instituto, Kori Schake, indicou que a supremacia chinesa “não é inevitável, e dependerá tanto das decisões do Governo chinês como das dos EUA“.

Também destacou que, para manter sua posição hegemônica, os EUA deverão “ter os bons gestos de jogar em equipe” e se apoiar nos seus aliados, o que representa uma crítica à política isolacionista defendida pelo Governo do presidente Donald Trump.

Por outro lado, Chipman se referiu à situação da Rússia, que já havia destacado no relatório do ano passado, como o outro desafio ao qual o Oriente enfrenta, embora disse que a remilitarização do país esteja crescendo a um ritmo mais baixo do que o esperado devido às suas limitações econômicas e industriais.

Apesar destes problemas, Moscou segue demonstrando sua disposição a usar as forças defensivas tanto dentro das fronteiras russas como no exterior, advertiu.

Ao contrário da China, a Rússia está se beneficiando diretamente de uma aplicação real de suas capacidades militares ao mesmo tempo que desenvolve seus planos armamentísticos“, disse Chipman.

Acima de suas ações armadas, o relatório destaca a influência da Rússia no panorama internacional através de campanhas não militarizadas, como sua propaganda contra o Ocidente e sua possível influência em eleições democráticas nos EUA e na Europa.

Por sua vez, os Estados europeus são “cada vez mais conscientes de que o mundo é um lugar perigoso“, uma cautela que explica o crescimento em termos reais da despesa militar na Europa chegar a 3,6% em 2017.

No entanto, segundo apontou o investigador, “este aumento da despesa de defesa não está completamente orientado a preparar as forças militares europeias perante possíveis desafios futuros”.

As potências ocidentais ainda têm a possibilidade de manter sua vantagem militar, mas têm que aceitar que já não possuem o monopólio em inovação e desenvolvimento de defesa“, alertou o diretor.

Chipman finalizou seu discurso recomendando que “as forças militares e as sociedades a um nível mais geral, têm que se fortalecer psicologicamente e resistir às tentativas de prejudicar sua coesão, tanto em tempos de guerra como de paz“.

 

Com informações de: [EFE]

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