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População da Rússia desconfia de dados do governo sobre coronavírus

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
Putin celebra sucesso de testes de novo míssil hipersônico

A lembrança da catástrofe nuclear de Chernobyl está voltando à tona para boa parte da população russa.

Os dados oficiais sobre a pandemia do novo coronavírus divulgados pelo governo da Rússia não convencem mais quase ninguém. 

Ao longo das últimas semanas, segundo o jornal RFI, vários meios de comunicação e sindicatos de médicos denunciaram que esse número oficial — que contabiliza apenas três mortes — está certamente abaixo da situação real.

Afinal, uma vez que a Rússia tem uma fronteira de 4,2 mil quilômetros com a China, epicentro do surto, é muito improvável que o vírus altamente contagioso não tenha infectado mais pessoas em território russo.

Os especialistas também atribuem o número baixo aos poucos testes realizados até o momento e também às manobras das autoridades do governo para esconder a verdade.

“O próprio governo não sabe quantos casos existem porque os testes são de péssima qualidade”, diz Anastasia Vasileva, médica e diretora do sindicato dos médicos e aliada do opositor Alexei Navalny.

Nesta quarta-feira (25), o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que o país viverá uma quarentena obrigatória por conta do avanço do novo coronavírus pelo país.

O período de isolamento acontecerá entre 28 de março e 5 de abril, como destacou a RENOVA.

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