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Por que o Twitter não censurou as matérias da ‘Vaza Jato’?

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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O comportamento hipócrita da rede social não foi perdoado nem mesmo por Greenwald.

Ao longo dos últimos meses, o site The Intercept Brasil, sob comando do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, divulgou mensagens privadas de autoridades do Brasil que foram roubadas por hackers. 

As mensagens hackeadas foram usadas como pauta por todos grandes veículos de imprensa do Brasil

As matérias dos jornais — todas produzidas com base no material roubado — foram compartilhadas exaustivamente no Twitter. A rede social nunca pareceu se importar.

Agora, nesta quarta-feira (14), após censurar uma reportagem do jornal New York Post sobre os laços do candidato democrata Joe Biden com um esquema de tráfico de influência na Ucrânia, o Twitter usou a seguinte justificativa:

“Uma política, estabelecida em 2018, proíbe o uso de nosso serviço para distribuição de conteúdo obtido sem autorização. Não queremos incentivar o hacking, permitindo que o Twitter seja usado como distribuição de materiais possivelmente obtidos ilegalmente.”

O comportamento hipócrita da rede social não foi perdoado nem mesmo por Greenwald.

O jornalista, que fez muito barulho no Brasil com a divulgação em conta-gotas do material hackeado, usou o Twitter para criticar a censura da rede social contra o jornal NY Post.

“As denúncias sobre o governo Bolsonaro que fizemos durante todo o ano passado — que ganhou prêmios de jornalismo, levou à reversão de condenações, resultou em processos disciplinares para promotores, etc. — foram baseadas em telefones hackeados.”

Glenn Greenwald completou:

“Elas deveriam ter sido censuradas?”

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