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Por que os árabes ricos abandonam os refugiados sírios?

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Um tema que necessita muitas e muitas linhas, palavras e pesquisa.

Compreender História Mundial, Geopolítica, Religiões, Economia. E guerras.

Mas sobretudo entender que, na essência, tudo não passa de pura ambição, egoísmo e veleidades.

O maior movimento de fuga nasce na Síria, onde milhões de árabes e sírios abandonam seus lares em busca de um refúgio seguro causando a maior onda migratória desde a II Guerra Mundial.

Atacados pelas forças do Exército, pelo ISIS e pelos rebeldes, com escassez de água, alimentos e salários, a população não vê outra alternativa senão sair do País.

Aí então surge a pergunta que não quer calar:

Por que os árabes ricos abandonam os refugiados sírios?

Toda e qualquer resposta obrigatoriamente tem de ser feita sob a lente da Sharia.

Mais do que uma religião, o Islã é uma doutrina ideológica completa, que rege os aspectos da vida de muçulmanos e não-muçulmanos. É a única “religião” com uma teologia com regras para a conquista e subjugação dos não-muçulmanos, consolidadas na Lei Islâmica, a Sharia.

O objetivo do Islã é implementar a Sharia em todo o mundo.

Por que os cerca de quatro milhões de sírios expulsos do país pela guerra não buscam asilo nos países ricos do Golfo Pérsico, relativamente próximos e com a mesma religião dominante e língua?

Segundo a Anistia Internacional, 95% dos refugiados sírios estão em apenas cinco países: Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito. A Turquia, com 1,6 milhão de refugiados sírios, e o Líbano, com 1,1 milhão, são os principais destinos.

O número de refugiados sírios abrigados pela Turquia é 10 vezes maior que o número de pedidos de asilo recebidos por todos os 28 países da União Europeia nos últimos três anos.

A mídia ocidental está relatando a crise dos refugiados muçulmanos como um problema humanitário que o Ocidente precisa resolver. Mas onde estão as perguntas da mídia sobre os grandes recursos financeiros e de terras disponíveis em países muçulmanos ricos? Onde está a solução islâmica para essa equação?

O mundo é frequentemente indagado sobre a urgência de mostrar compaixão e respeito pelos árabes, mas onde estão as ações do próprio mundo árabe para resgatar os companheiros muçulmanos das garras do ISIS?

Onde estão as feministas árabes, principalmente aquelas que fizeram protesto contra a proibição da França contra o uso do hijab? Elas estão quietas e não estão fazendo nada para ajudar milhares de mulheres que são vítimas dos estupros e escravidão pelos jihadistas islâmicos. As únicas mulheres que ajudam as outras no Oriente Médio são as madres Teresas cristãs e as Kayla Muellers do mundo ocidental.

Onde estão os exércitos árabes que agitaram dúzias de guerras contra Israel? Por que eles não estão combatendo o ISIS e construindo cidades de lona nos vastos desertos da Arábia, Egito, Jordão e no rico golfo? Eles estão dizendo que são muçulmanos “moderados” e que são contra o ISIS. Mas o que eles fizeram de concreto?

Onde estão os milhares de grupos islâmicos humanitários no Ocidente, como o CAIR e o ISNA, que estão dedicando toda a sua energia e milhões de dólares contra a discriminação contra os muçulmanos e contra a “islamofobia” no Ocidente?

É obvio que os árabes e os governos islâmicos não prepararam ou planejaram as consequências do tumulto islâmico por todo o oriente Médio. A crise dos refugiados já deveria ser esperada e um desastre esperava para acontecer desde que a primavera Árabe falhara em produzir um estado Islâmico no Egito e o ISIS surgiu na Síria. Mas os países islâmicos ignoraram (?) a crise humanitária resultante do comportamento bárbaro do Estado Islâmico.

Um resumo.

Abaixo estão alguns motivos pelos quais os países raramente se preparam para um desastre e se escoram pesadamente no Ocidente para socorrer as vítimas da jihad:

  • Os muçulmanos sabem que o Ocidente vai tomar conta de seus erros, então eles não precisam evitar as consequências negativas de suas ações.
  • Os países ocidentais vêm rapidamente ao socorro, abrem suas fronteiras e terras para provarem ao mundo que não são islamófobos.
  • Os países árabes carecem de compaixão e ações para resgatarem uns aos outros, apesar de sua retórica da unidade Árabe/muçulmana. A Arábia Saudita e o Golfo nunca abrem suas fronteiras para os muçulmanos pobres em conflito. Até o Egito rejeitou os refugiados de Darfur que foram mais tardes forçados a irem a Israel, que os acolheu.
  • Os países ricos em petróleo tornam o turismo muito difícil, a não ser que seja para o Hajj (peregrinação). Eles são muito tribais e se recusam a diluir sua cultura com o influxo de estrangeiros. Os trabalhadores de terceiro mundo são tratados de forma desumana e raramente ganham residência permanente ou direitos iguais como cidadãos.
  • Os árabes preferem gastar seus petrodólares em expandir sua influência no Ocidente do que tornar a vida melhor para seus próprios cidadãos ou ajudar outras nações muçulmanas que são menos afortunadas financeiramente.
  • Grupos islâmicos acreditam que os refugiados da Síria, Iraque e Afeganistão irão espalhar a Sharia na Europa, que é o principal objetivo da jihad.
  • A vida e o resgate de vidas, bem como evitar as tragédias humanas não são mais importantes do que a jihad na cultura árabe.

Os riquíssimos países do Golfo Pérsico, Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, investem bilhões de dólares financiando a propagação do wahabismo, a mais virulenta das vertentes do (já virulento) islamismo, altamente intolerante e incompatível com as leis seculares e as liberdades civis.

Contudo, eles se negam a ajudar as vítimas dos conflitos que eles ajudam a criar, ao se negarem a recolhe-los como asilados. E isto se refere tanto aos refugiados sírios e iraquianos, como aos refugiados palestinos.

Arábia Saudita tem dinheiro e infraestrutura montada para receber milhões de pessoas

Quem vai ao Hajj, em Meca, pode se alojar em uma tenda com ar condicionado e demais serviços e conforto. Esta “cidade das tendas” em Meca pode acomodar 3 milhões de pessoas e só é usada uma vez por ano, ficando vazia no resto do tempo.

Mas para refugiados não existe nada. E os imigrantes ilegais, ao serem descobertos, são presos e mantidos em centros de triagem onde as condições são horríveis, antes de serem deportados.

Arábia Saudita se recusa a receber muçulmanos negros para a peregrinação.

Arábia Saudita nega visto para centenas de muçulmanos de Uganda que desejavam participar da peregrinação anual, a Hajj. Considerando que a peregrinação é uma exigência, o certo seria a Arábia Saudita abrir a entrada para todos os muçulmanos do mundo.

E os refugiados palestinos? Os árabes os rejeitam!

“Os árabes não se importam com os palestinos e querem mais que eles continuem sendo problema de Israel. Países como o Líbano e a Síria preferem que os palestinos vivam como “animais na floresta” do que conceder-lhes direitos básicos como emprego, educação e cidadania.” ( Ahmad Abu Matar)

“Não causa espanto saber que os refugiados da Síria não tenham interesse em se fixar em países árabes. Eles sabem que seu destino no mundo árabe não será melhor do que o dos palestinos que vivem na Jordânia, Síria, Líbano e em outros países árabes.” (Khaled Abu Toameh)

Taher al-Masri, ex-primeiro-ministro da Jordânia, disse o seguinte: “a Jordânia tem o direito de proteger sua identidade nacional ao se recusar a receber refugiados não-jordanianos.”

As observações de Ensour, bem como as de al-Masri, são mais uma prova de que a Jordânia e o resto do mundo árabe não estão interessados em ajudar a solucionar o problema dos refugiados palestinos.

Em contrapartida, a Arábia Saudita se oferece para construir 200 (duzentas) mesquitas para os refugiados na Alemanha.
A Arábia Saudita não permite a construção de igrejas em seu território. A Arábia Saudita se recusa a acolher “refugiados,” mesmo sendo “irmãos muçulmanos.”

A Arábia Saudita financia a construção e manutenção de mesquitas, bem como o treinamento de imãs (inclusive no Brasil). As mesquitas construídas e mantidas pelos sauditas têm tido um papel importante no crescimento do fundamentalismo e do terrorismo islâmicos.

Mas o governo da União Europeia não vê isso, talvez sob a influência da “generosidade dos petrodólares saudita”, e obriga os países do continente a absorverem mais e mais “refugiados.”

Por que países ricos do Golfo não abrem portas para refugiados sírios?

Oficialmente, sírios podem solicitar um visto de turista ou permissão de trabalho para entrar em países do Golfo. Mas o processo é caro, e há a percepção generalizada de restrições veladas que dificultam, na prática, a obtenção de vistos.

Os sírios que conseguem visto em geral já estavam em países do Golfo e ampliam a permanência, ou fizeram o pedido por terem familiares na região.

A dificuldade gerou críticas de organizações em defesa dos Direitos Humanos.

“Adivinhem quantos refugiados os países do Golfo ofereceram receber?”, questionou no Twitter o diretor-executivo da Human Rights Watch, Keneth Roth.

– “Zero”, aponta um relatório da Anistia Internacional fazendo referência a cinco países ricos do Golfo: Catar, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein.

Bem-vindos?

Sírios necessitam de visto para entrar em quase todos os países árabes. Apenas Argélia, Mauritânia, Sudão e Iêmen permitem a entrada sem visto.

A riqueza e proximidade da Síria levou muitos a questionarem se os países do Golfo não teriam uma obrigação maior que a Europa com os refugiados sírios, que sofrem com o conflito e o fortalecimento de grupos jihadistas no país, como o autodenominado “Estado Islâmico”.

Muitos citam ainda como argumento o papel que alguns desses países tiveram na Guerra da Síria. “Em graus variados, grupos na Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Kuwait investiram no conflito sírio”, diz o jornal americano Washington Post.

“Muitos bancaram e armaram uma constelação de grupos rebeldes e facções islâmicas em luta contra o regime do presidente sírio Bashar Al-Assad.”

Mas apesar dos apelos, a posição de países do Golfo não deverá mudar.

A tendência na maioria destes países, como Kuwait, Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, é permitir a entrada apenas de trabalhadores do sudeste asiático e Índia – particularmente para postos de trabalho pouco qualificados.

Mesmo árabes estrangeiros de qualificação média, de áreas como por exemplo educação e saúde, dificilmente conseguem visto para países como Kuwait e Arábia Saudita, que querem proteger os empregos de seus cidadãos.

Residentes estrangeiros também enfrentam dificuldades para criar vidas estáveis nestes países. já que é praticamente impossível obter nacionalidade.

É mais fácil e rápido expulsar um cidadão temporário com visto de trabalho do que um cidadão que está no País como exilado político. Este não pode ser repatriado.

Simples assim.

George Soros. Sempre ele.

No esforço insano e obstinado de acabar com os valores ocidentais na Europa, George Soros, através de suas milionárias empresas, financia de TODAS as formas essa “invasão”.

Mas isso é pauta para outra matéria.

 

Texto do colaborador Walter Barreto no Projeto Voluntários

Fontes: [1] [2] [3] [4] [5]

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