Português   English   Español   Italiano   Français   Deutsch
Português   English   Español   Italiano   Français   Deutsch
- PUBLICIDADE -

Premiê da Hungria desafia UE: ‘Não aceitarei ameaças’

Tarciso Morais

Tarciso Morais

COMPARTILHE

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, subiu o tom contra a União Europeia e afirmou nesta terça-feira (11) que não aceitará “ameaças e chantagens das forças pró-imigração”.

O líder direitista discursou no Parlamento Europeu, que votará nesta quarta-feira (12) um relatório que pede a abertura de um procedimento de infração contra Budapeste.

A moção é de autoria da eurodeputada holandesa Judith Sargentini, que diz que o texto faz uma “lista abrangente” de ataques do governo da Hungria contra minorias, incluindo imigrantes e refugiados, a Justiça e a imprensa, o que representa uma “clara violação” dos valores da UE.

Viktor Orbán declarou:

Vocês já avaliaram esse relatório, e minha intervenção não os fará mudar de opinião, mas vim aqui mesmo assim. Vocês não condenarão um governo, mas a Hungria, que há mil anos é membro da família europeia. Estou aqui para defender minha pátria.

A moção de Sargentini questiona o tratamento dado por Budapeste a estrangeiros, como a lei que prevê um ano de prisão para ativistas e advogados que ajudarem imigrantes em situação irregular ou refugiados.

O projeto também proíbe a mudança na “composição da população nacional” por meio de “vontades externas”.

O premiê acrescentou:

A Hungria será condenada porque decidiu não ser a pátria da imigração. Mas não aceitaremos ameaças e chantagens das forças pró-imigração. Defenderemos nossas fronteiras e pararemos a imigração clandestina mesmo contra vocês, se necessário.

Para ser aprovada, a moção precisa do apoio de dois terços do Parlamento Europeu, cuja maior bancada é do Partido Popular Europeu (PPE), ao qual Orbán é ligado. A legenda conservadora ainda não decidiu como se posicionar diante do relatório.

Se o relatório for aprovado, a Hungria pode até ser colocada sob monitoramento de Bruxelas e perder seu direito a voto no bloco.

Orbán, no poder desde maio de 2010, dissemina a narrativa de que o bilionário húngaro-americano George Soros é o principal responsável por estimular a invasão de imigrantes ilegais ao continente europeu por meio de ONGs pró-direitos humanos.

Adaptado da fonte IstoÉ
- PUBLICIDADE -
Error: Embedded data could not be displayed.
TÓPICOS
COMPARTILHE
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no telegram
Compartilhar no reddit
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
VEJA TAMBÉM
Error: Embedded data could not be displayed.